sábado, abril 25, 2020

Covid-19: Ajuda económica do BCE à Europa pode esbarrar na justiça alemã


O Tribunal Constitucional alemão pronuncia-se no próximo dia 5 de maio sobre o programa de compra de ativos do BCE, podendo pôr em causa o atual pacote de 750 mil milhões de euros de combate à crise provocada pela covid-19. O ‘Pandemic Emergency Purchase Program’ (PEPP), lançado pela presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, vem na sequência dos ‘Asset Purchase Programs’ (APP) criados pelo seu antecessor, Mário Draghi, entre 2015 e 2019. E foram os programas de compra de ativos criados por Draghi que levaram um grupo de dois mil queixosos na Alemanha, encabeçado por economistas e professores de Direito, a colocar um processo em tribunal. Estes especialistas argumentam que a compra de ativos é ilegal por se tratar de financiamento monetário dos Estados-membros, uma vez que cada um dos bancos centrais da zona euro compra, com o apoio do BCE, dívida emitida pelos respetivos Estados. Esta prática está proibida nos tratados europeus, mas o BCE argumenta que os bancos centrais da zona euro, ao comprar a dívida no mercado secundário, e não diretamente aos Estados-membros, não está a cometer qualquer ilegalidade.

Medicamento considerado promissor contra a covid-19 falha no 1º teste clínico


Os primeiros ensaios clínicos do medicamento antiviral contra o novo coronavírus, denominado de ‘redsmivir’ produzido pela farmacêutica Gilead, falharam. Segundo a empresa, os resultados acabaram por ser inconclusivos uma vez que o ensaio foi interrompido de forma precoce, segundo o ‘Finantial Times’. O ensaio clínico mostrou que o medicamento não melhorou a condição médica dos pacientes, nem reduziu a presença do vírus na corrente sanguínea, segundo o jornal americano, que cita rascunhos de documentos publicados acidentalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A Gilead disse num comunicado que essas conclusões se tratavam de caracterizações inadequadas do ensaio clínico, que tinha sido interrompido de forma precoce e por isso insuficiente para permitir conclusões estatisticamente significativas. «Os resultados do ensaio são inconclusivos, embora as tendências nos dados sugiram um benefício potencial para o remdesivir, principalmente entre os pacientes tratados no início da doença», afirmou a empresa.

PS ameaça banca se não apoiar famílias e empresas (mas ainda não tem apoios para comissão de inquérito)


Os socialistas querem pressionar os bancos a cumprirem com os apoios e ameaçam com comissão de inquérito. Mas os partidos não querem falar disso para já e, no CDS, fala-se mesmo em tentativa de encontrar “bodes expiatórios” para esconder falhas do Governo. Oaviso do PS de que pode avançar com uma comissão parlamentar de inquérito se os bancos continuarem - segundo o deputado João Paulo Correia - a falhar no apoio às famílias e empresas durante a crise não deixou os restantes partidos particularmente entusiasmados. PSD e PCP preferiram não falar sobre o tema, o Bloco de Esquerda chutou para canto, o CDS fala em manobra de diversão e apenas o PAN se disse a favor da iniciativa - mas sugerindo que o PS estava apenas a “correr atrás do prejuízo”. A ideia do PS é pressionar os bancos e deixar um recado político anotado. Ao Expresso, o deputado socialista João Paulo Correia explica o que esteve na base da ameaça feita durante as audições parlamentares aos banqueiros. “Não se pode excluir a hipótese de um dia haver um inquérito a estas entidades. Não sabemos como vamos sair desta crise”. E as desconfianças parecem mais que muitas: “Fazendo fé nas respostas dadas, todos os casos de queixas sobre dificuldades de acesso às linhas de crédito foram negadas pelos bancos”... mas o PS não acredita que queixas que chegam “de todos os setores” se resumam a “uma conspiração” contra a banca.

Covid-19: Como está a pandemia a afectar a carteira dos portugueses


O novo coronavírus não está só a ter impacto na saúde e no quotidiano do país. Também veio alterar as prioridades financeiras de 78% dos portugueses, conclui um novo estudo do banco digital N26. As preocupações com a sua saúde (55%) e a dos entes queridos (47%) são, ainda assim, prioritárias no nosso país, seguidas pelas preocupações com a família (46%) e financeiras (38%) e ainda a segurança do emprego (26%). No entanto, a maior parte dos inquiridos portugueses (33%) admite não estar a poupar mais do que antes desta crise. Aqueles que dizem estar a poupar mais dinheiro neste momento, conseguem deixar de lado à volta de 146 euros por mês. «Todos vemos o impacto que o vírus COVID-19 tem tido na nossa rotina do quotidiano, mas talvez seja menos óbvio o enorme impacto que tem tido, também, nas nossas finanças quotidianas», começa por apontar Sarunas Legeckas, general manager, greater Europe da N26, citado em comunicado.

Covid-19: Portugal pode receber até 25,1 mil milhões do fundo de recuperação, prevê ZEW


O instituto de investigação económica alemão ZEW estima que Portugal possa receber até 25,1 mil milhões de euros de um hipotético fundo de recuperação económica europeia pós-covid-19 que totalizasse 1,5 biliões de euros. De acordo com uma simulação do que seria um Fundo de Recuperação Europeu de 1,5 mil milhões de euros, e num cenário em que a atribuição de fundos pelos 27 países da União Europeia corresponde à quebra económica prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Portugal iria buscar 25,1 mil milhões de euros, correspondentes a 11,93% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Num segundo cenário elaborado pelo instituto económico alemão, que tem em conta apenas o número de mortes projetadas pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês) para cada um dos 27 países, aí Portugal arrecadaria 8,2 mil milhões de euros, 3,89% do seu PIB. Já num terceiro cenário, em que a alocação de fundos seria feita numa proporção de dois terços tendo em conta a queda do PIB, e um terço o número de mortes projetadas pelo IHME, Portugal arrecadaria 19,5 mil milhões de euros, correspondentes a 9,25% do seu PIB.

Três dúvidas que vão dificultar o regresso à vida - quem é contagioso, imune ou está em risco


Quem é contagioso, quem é imune, quem está em risco? É preciso aceitar que ainda não se sabe tudo sobre a covid-19 e que isso pode atrasar o alívio das medidas restritivas. Em Portugal como no resto do mundo. E ao terceiro período de Estado de Emergência, eis que sobem de tom os pedidos de regresso à vida, aos negócios, aos cafés, às ruas. E eis que sobre eles continuam a pairar as dúvidas, algumas práticas, sobre a forma de conter a propagação do SARS-CoV-2. Das dúvidas que a pandemia de covid-19 tem trazido, já sabemos que o distanciamento social e as máscaras vieram para ficar e que, a menos que a vacina apareça antes do previsto, o vírus nunca estará realmente controlado. “Vai-se controlando”, explica a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. Porém, mesmo para esse gerúndio, há três dúvidas científicas que podem servir de bloqueio ao regresso a uma normalidade possível. Estão as três relacionadas menos com as especificidades do vírus e mais com a forma como as pessoas interagem com ele e entre si.

Situação na Madeira (25 de Abril de 2020)

fonte: DGS

Situação em Itália (25 de Abril de 2020)

fontes oficiais

Situação na Espanha (25 de Abril de 2020)

fontes oficiais

Situação no Porto (25 de Abril de 2020)

fonte: GRA

Situação na Madeira (25 de Abril de 2020)

fonte: IASAUDE

Covid19: situação em Portugal (24 de Abril de 2020)


fonte: Jornal Económico, Mário Malhão

Portugueses pouco confiantes que Estado garanta privacidade dos seus dados

Um barómetro sobre as perceções dos portugueses sobre cibersegurança revelam que 80% dos inquiridos não confiam no Estado para garantir a privacidade dos seus dados pessoais e a maioria crê num risco crescente de ser vítima de cibercrime. O barómetro da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) hoje revelado foi elaborado com base num questionário online a 591 pessoas entre 27 de fevereiro e 08 de março e mostra que a maioria dos inquiridos está sempre ligada à internet, seja em casa, no trabalho, ou até na rua, pelo uso de smartphones, com a consulta de emails, o acesso às redes sociais e a leitura de notícias a serem as atividades predominantes. Entre os inquiridos, 80% “receia que a confidencialidade da sua informação pessoal não esteja a ser assegurada pela Administração Pública” e 90% tem esse receio em relação a ‘websites’, de forma geral.

20 perguntas e respostas para se tornar um especialista em coronabonds


Os líderes europeus discutem esta quinta-feira o que vai ser o Fundo de Recuperação para financiar os estragos no dia seguinte ao fim da pandemia. Bruxelas avançou esta manhã com uma proposta técnica de um Fundo de €1,6 biliões. Não se espera que haja já fumo branco sobre se vamos ter obrigações europeias com o risco partilhado por todos, seja qual for o nome de batismo que se lhe der, ou mesmo se não se tiver etiqueta nenhuma. O braço de ferro político deverá continuar até à cimeira de junho. O Expresso explica-lhe tudo o que está em causa. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em videoconferência com dirigentes da Europa.
Para um país que viveu, nos últimos 200 anos, três crises de dívida pública, qualquer debate sobre emissão de obrigações europeias deve ser seguido com o máximo de atenção. Nestas três crises (1837-1852; 1892; 2011), Portugal teve cinco bancarrotas e reestruturações de dívida e, no caso mais recente, um resgate da troika. Saber, por isso, com que linhas se vão financiar os estragos de uma das maiores recessões de sempre, é um assunto crucial. A discussão que esta quinta-feira os chefes de Estado e de governo vão continuar na reunião informal do Conselho Europeu é de particular importância para Portugal, cujo prémio de risco da dívida face à Alemanha multiplicou por quatro em apenas dois meses. A batalha política deverá continuar até à cimeira de junho.

Covid-19: O caso da ilha japonesa de Hokkaido, que há um mês voltou à rua e agora teve de voltar para casa


Na primeira vaga de contaminações, Hokkaido foi um exemplo de sucesso devido à sua rápida ação de contenção. Agora, passado um mês, o país volta a declarar o estado de emergência e enfrenta uma nova etapa da pandemia . A ilha de Hokkaido declarou, no final do mês de fevereiro, o primeiro estado de emergência devido ao coronavírus. Assim como em vários países, as escolas foram encerradas, as autoridades pediram à população para ficar em casa, enquanto o governo e os profissionais de saúde tentavam identificar os casos positivos e tratá-los. Esta estratégia de isolamento social levou a que em meados do mês de março o número de novos casos descesse para os mínimos, um ou dois casos por dia. Assim, no dia 19, o estado de emergência foi suspenso: as pessoas puderam voltar a sair de suas casas e no início de abril as escolas foram reabertas.
Passado um mês, a situação de Hokkaido alterou-se: surgiram novos casos de contaminação, e o segundo estado de emergência nacional foi decretado na passada quinta-feira, dia 16 de abril. Durante a semana passada, Hokkaido registou 135 novos casos de Covid-19 e não há indícios de que o vírus tenha sido contraído fora do Japão, ao contrário do que aconteceu na primeira vaga. Todos os casos registados são de japoneses e nenhum destes viajou recentemente para o estrangeiro.

OMS: "Há cada vez mais jovens nos cuidados intensivos e que estão a morrer"


A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta sexta-feira para o aumento de casos de pessoas doentes com covid-19 mais novas que acabam nos cuidados intensivos ou por morrer, uma tendência para a qual ainda não há explicação. "Há cada vez mais pessoas dos grupos etários mais jovens, nas faixas dos 30, 40 ou 50 anos, que estão nos cuidados intensivos e que estão a morrer", afirmou em conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, a diretora do programa de emergências sanitárias da OMS, Maria Van Kerkhove. Salientou que isso não significa uma mudança no padrão da doença, que continua a afetar mais gravemente pessoas com mais idade e que tinham problemas prévios antes de serem contagiadas com o novo coronavírus. "Ainda falta algum tempo antes de entendermos como é a mortalidade nos diferentes países", afirmou, considerando que é "difícil e enganador" comparar taxas de letalidade entre países em fases diferentes da doença. A taxa de letalidade calcula-se dividindo o número de pessoas que morreram pelo número de casos confirmados e há "diferenças significativas" no que os países estão a fazer para detetar casos, como os critérios que seguem para fazer testes.

O colapso do petróleo em cinco perguntas e respostas (e não, não vamos ter combustível de borla)


Pela primeira vez na história, o petróleo foi transacionado nos Estados Unidos a preços negativos. Saiba por que é que isso não significa que possamos ter gasolina grátis e que outros impactos podemos esperar desta queda inédita. Opetróleo atingiu esta segunda-feira um marco inédito: foi pela primeira vez transacionado a valores negativos, sinalizando que os produtores (ou quem investe em petróleo) passou a pagar para que lhes fiquem com petróleo. O crude não é o único produto ou serviço de preços negativos. Mas o que podemos esperar agora? Teremos combustível mais barato nas estações de serviço? As petrolíferas vão falir?
POR QUE FOI O PETRÓLEO PARA PREÇOS NEGATIVOS?
Esta segunda-feira, o petróleo teve uma queda histórica no seu preço, mas apenas nos contratos futuros do WTI - West Texas Intermediate, um tipo de petróleo que é referência para o mercado norte-americano. A queda acentuada teve duas razões fundamentais. Por um lado, a queda da procura de combustíveis, que está a esgotar a capacidade de armazenamento de petróleo nos Estados Unidos da América. Por outro lado (e terá sido isto a justificar o colapso para preços negativos), a necessidade de muitos "traders" se desfazerem dos contratos futuros de maio, sob pena de, não os vendendo, terem de aceitar, no final do mês, ficar com os volumes físicos de petróleo que tinham em mãos, sem terem de facto onde armazenar o crude. A conjugação dos dois fatores levou a que o WTI tenha pela primeira vez passado a ser transacionado a valores negativos, ou seja, quem comprou os futuros de maio, assumiu o risco de nas próximas semanas revendê-los ou ter de receber fisicamente os volumes contratados, e, em vez de pagar pelos contratos, está a ser remunerado por isso.

Do furo à bomba: o que pagamos pelos combustíveis

O petróleo está a viver uma semana histórica. Mas o que pagamos pela gasolina e pelo gasóleo é uma realidade diferente. Porque cada litro de combustível tem lá dentro os custos escondidos de anos de estudos sísmicos, da perfuração dos poços, da refinação e dos salários de quem trabalha nesta indústria. Não se espante, por isso, se uma quebra vertiginosa no preço do petróleo tiver um impacto modesto na sua carteira. Entre muitos consumidores vem sendo habitual a sensação de que as gasolineiras são mais rápidas a subir os preços do que a descer. E, com as quedas históricas do petróleo desta semana, muitos se questionarão sobre se também os preços de venda ao público da gasolina e do gasóleo terão quedas históricas. O tema gera perplexidade. Mas do poço de petróleo até ao tanque do nosso carro vai um longo caminho. É esse percurso que agora fazemos.
O mercado dos combustíveis tem as suas especificidades, mas não é, afinal de contas, tão diferente de outros mercados: aquilo que o consumidor paga pelo que leva para casa é um somatório de custos (e impostos) que vai muito além do custo da matéria-prima ou do consumível. Quando compramos uma garrafa de água no supermercado pagamos muito mais pelo plástico que levamos do que pela água que está lá dentro.

Restaurantes podem abrir em maio com regras apertadas


Setor do turismo com selo sanitário para espaços que cumpram