quinta-feira, setembro 12, 2019

Nota: sustos....

A minha caixa de correia trouxe material de propaganda de um determinado candidato - que não seria mas que afinal será e em relação ao qual as pessoas já se interrogam sobre o que quererá ele mais tarde, depois disto, se ser "rei da Patagónia" ou "czar dos pólos"... - e apanhei um susto. Parecia que o MRS que é o rei das selfies, dos beijos e dos abraços, tinha perdido cabelo. Depois vi que afinal a história era a mesma, as tais fotografias preparadas por agências de comunicação que ainda acreditam que isso dos beijos e dos abraços dá votos. Reconheço que sim, mas já lá foi o tempo. Nem nos bancos dá clientes depois de tudo o que se passou e das patifarias conhecidas e que nos custaram (e custam) milhares de milhões. Muitos menos na política desacreditada e descredibilizada (LFM)

Nota: mobilidade e desconfianças

Por natureza sou desconfiado, sobretudo quando me tentam vender facilitismos ou indicar o caminho do "paraíso". Hoje fiquei ainda mais desconfiado do que normalmente fico quando se trata de falar do subsídio de mobilidade, ao ler a imprensa dos Açores que unanimemente parece dar guarida às teses de rejeição do modelo aprovado para a Madeira. Pergunto: ou sou demasiado burro para entender o "paraíso" que nos venderam ou há marosca da grossa escondida nas entrelinhas de aprovações marcadas por interesses político-eleitorais. O debate está aberto e é bom  que esta matéria fique devidamente clarificada e esclarecida até para que a malta das ilhas não se comece a irritar. Basta a certeza de que Costa está doido para acabar com o envolvimento do Estado nesta matéria e que se prepara depois das eleições para voltar as entalar as ilhas. O que safa a Madeira é o escândalo escondido em torno da falência da SATA que precisa da mobilidade para se financiar em segredo e indirectamente, tal como as demais companhias aéreas enquanto Bruxelas vai coçando as verduras... (LFM)

Cartel da Banca: Estado pode ter de pagar 500 mil euros de multa relativos a infrações do antigo BPN

O Estado pode ter de pagar parte da multa aplicada aos bancos. Em causa estão 500 mil euros que o Eurobic foi condenado a pagar pela Autoridade da Concorrência mas que dizem respeito ao BPN, nacionalizado em 2008. É apenas uma pequena parte da multa recorde aplicada pela Autoridade da Concorrência. Mas promete fazer correr muita tinta. Por participação no Cartel da Banca, o Eurobic foi condenado a pagar 500 mil euros. Mas a multa diz respeito a infrações cometidas pelo BPN, adquirido pelo Eurobic em 2011. A Autoridade da Concorrência entende que, como o BPN deixou de existir, deve ser o comprador a pagar a multa. Mas o Eurobic tem outro entendimento. A Autoridade da Concorrência acusou 14 bancos de trocarem informações sobre as condições dos empréstimos entre 2002 e 2013. Um esquema que prejudicou famílias e empresas e que vai agora passar para os tribunais (Eco digital)

Albuquerque: “Açores e Madeira serão as últimas regiões do país a migrarem para a TDT devido à postura do regulador”

O presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, diz que não existe um clima de hostilidade entre a empresa e a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), mas que a postura do regulador levou a que a Madeira e os Açores sejam as últimas regiões do país a fazerem a migração tecnológica para a Televisão Digital Terrestre (TDT), noticia o Jornal Económico da Madeira. Alexandre Fonseca lembra que a Altice não tem sido a única entidade a criticar em vários ocasiões a postura que a ANACOM tem tido perante o sector.
“Existe uma indústria insatisfeita com o trabalho do regulador”, vincou o presidente executivo da Altice, durante uma visita à Madeira, que incluiu uma passagem pelo Contact Center da empresa no Funchal e a inauguração de um polo da Altice Labs na Ribeira Brava. Alexandre Fonseca referiu que o presidente da Ericsson, aquando da sua visita a Portugal, deixou críticas ao regulador, que o secretário de Estado das telecomunicações “deixou recados muito claro” de preocupação com atrasos no 5G por responsabilidade do regulador, e a Fitch criticou Portugal de “falta de visão” tecnológica no que toca ao 5G  onde acusou o regulador dessa falta de visão. O presidente da Altice disse ainda que a ANACOM abriu um processo de consulta pública sobre a TDT e “mais uma vez” a Madeira e os Açores foram deixadas para o fim no processo de migração da TDT. “Serão as últimas regiões a sofrer migração tecnológica do TDT. Mais uma vez a insularidade fica vincada numa postura do regulador que não concordamos”, disse (Diário dosAçores)

segunda-feira, setembro 09, 2019

Comissão Europeia: Elisa Ferreira vai ser responsável pela Política Regional


Nota: os partidos, a Venezuela, o oportunismo e a realidade indesmentível


Estas eleições regionais mostram um fenómeno novo, o da inclusão de candidatos representando (?) a comunidade venezuelana. Ora sabemos que não representam coisa nenhuma, são rigorosamente o mesmo dos alegados "representantes" dos concelhos nas listas de candidatos a deputados que são escolhidos  ou designados pelas nomenclaturas partidárias regionais ou pelos sectores mais elitistas das estruturas partidárias nesses concelhos, embora sem peso na decisão da escolha final.
Primeiro, o enquadramento deste tema.
Segundo se diz, cerca e 8 a 10 mil emigrantes que viviam na Venezuela, terão regressado os últimos anos à Madeira - muitos ficaram no Continente onde as ofertas de emprego eram mais fáceis e variáveis e porque muitos pretendiam furtar-se a contactos com as freguesias de origem na Madeira - fruto do agravamento acelerado da situação na Venezuela, nomeadamente a crise social, económica, política e financeira ali existente.
Os partidos jogam numa espécie de esperteza saloia, escolhendo uma ou duas ou três pessoas para as integrarem nas suas listas de candidatos determinadas personagens, mesmo que saibam - sabemos todos - que o conhecimento que elas têm da realidade regional é nulo e que os próprios como candidatos não constituem qualquer mais valia eleitoral ou política  - muitos dos regressados, segundas e terceiras gerações, não tinham contactos entre si na Venezuela, salvo nas festas nos centros sociais portugueses e pouco mais. Mesmo assim eram as gerações mais velhas, os pais, que compareciam, já que muitos dos jovens, completamente integrados na sociedade venezuelana, nem compareciam nesses centros. Não vale a pena negar isto porque sei do que falo.
Apenas há, repito e insisto, uma golpada eleitoral, a de alegadamente pretenderem dar voz a pretensos representantes dessa comunidade que vai continuar na  Madeira apenas até Maduro cair.  Se a ditadura for derrubada, milhares de emigrantes que se instalaram na Madeira e no Continente, regressam logo à Venezuela (acresce que milhares de conterrâneos nossos sem possibilidades financeiras, continuam esmagadoramente a viver na Venezuela, ou porque a Região devido aos muitos anos a viver fora já não lhes diz muito, ou  porque não têm condições económicas para voltarem para a Madeira onde muitos deles não possuem nem familiares nem bens ou porque não abandonaram as suas casas na Venezuela).
Ressalvo que a Venezuela está longe de ter sido o tal "El Dorado" de que muitos falam, para milhares de madeirenses. Há que ter presente isso e desmistificar um pouco uma ideia de generalização que não corresponde à verdade.
O erro de não se terem envolvido mais na politica, aliás igual ao que se passou na África do Sul
Alberto João Jardim apelava repetidamente - e nas vezes que o acompanhei testemunhei isso - a esse envolvimento das comunidades madeirenses na política nos países de acolhimento, na corrida eleitoral mesmo que para pequenas comunidades ou cidades, defendia a necessidade de fazerem no caso da Venezuela, como os italianos e os espanhóis, sempre activos e envolvidos, para que os portugueses, madeirenses em particular, tivessem uma voz, fossem representados, tivessem mais condições de afirmação nos países de acolhimento e de onde eram naturais as segundas e terceiras gerações, para que tivessem mais oportunidades. Isso nunca aconteceu verdadeiramente, raramente aconteceu, na Venezuela ou na África do Sul, salvo raras excepções neste país.
Na África do Sul a mudança política, social e económica também foi brutal, mas apesar do choque étnico e de um sentimento de ajuste de contas por causa do apartheid, creio que todos concordamos que nunca chegamos à lamentável degradação que ocorre na Venezuela e que está à vista de todos. Contudo existem sinais recentes que podem apontar para um perigoso agravamento da situação social na África do Sul, com todas as consequências daí resultantes.
Não votam
As comunidades no estrangeiro não votam, basta consultarem os valores e a abstenção - os 89% nas legislativas de 2015, os 95% nas presidenciais de 2016 ou os 99% nas europeias de 2019. Os truques que a geringonça agora introduziu no recenseamento, aumentou de 250 mil emigrantes (2015) para 320 mil (2016) e 1,4 milhões de recenseados (2019), mas curiosamente o peso no parlamento nacional continua o mesmo - 2 deputados pela Europa e 2 pelo Resto do Mundo - a par da palhaçada que é o processo de escolha por parte dos partidos dos candidatos  alegados "representantes" dessas comunidades: personagens que vivem em  Portugal e cuja relação com as comunidades ou é política ou é platónica.
Se reconhecidamente não votam nas eleições nacionais, dificilmente encontrarão estímulos para votarem nas regionais da Madeira ou dos Açores, e darem deste modo a sua anuência à demagogia dos partidos e ao seu oportunismo eleitoral.
Perceber o sentimento generalizado
Há que perceber um sentimento que é generalizado aos madeirenses regressados temporariamente à Madeira, admitindo eu que uma minoria, insignificante quantitativamente face ao global, pense ficar de vez na Região. Falo do regresso, de olharem para esta vinda para a Madeira como um acidente de percurso, uma opção de vida que está relacionada com a degradação da situação na Venezuela, com a falta de liberdade, com a deterioração trazida pela ditadura, com o caos no estado, com  a falta de tudo, na saúde, na educação, na alimentação, nos combustíveis, nos transportes, nas universidades, etc, etc.
O regresso como meta de vida
Uma jovem no Porto Santo, natural a Venezuela, a viver como empregada naquela ilha, porque a mãe ali reside, reconhecia, quase a chorar e com uma cara de profunda tristeza, que a sua grande ambição é apenas uma: regressar à Venezuela logo que o ditador seja derrubado e a situação no país mude. Não vale a pena andarmos a distorcer a realidade, uns para ganharem dinheiro à custa dos nossos emigrantes e da desgraça deles - e não faltam festanças e romarias ao estrangeiro - outros por oportunismo político que não engana ninguém.
A Madeira o pouco ou quase nada que podia fazer pelos seus emigrantes regressados, creio que já fez. Faltam empregos, faltam casas, a integração desses regressados não é fácil, há uma diferença de hábitos e de culturas, as pessoas sentem-se a mais, a Madeira para a esmagadora maioria dos regressados é "estranha". Muitos deles vinham de férias. E já pensavam no regresso ao seu mundo, quando a Venezuela era para eles uma espécie de centro do universo, pais rico que era (e é) embora sempre socialmente desequilibrado e marcado por elevadíssima e descarada corrupção mesmo antes da revolução chavista ou bolivariana, sabem o que quiserem.
Desconhecimento e não mais-valia
Ora neste quadro, passemos ao segundo aspecto desta minha abordagem, acredito que eleitoralmente os partidos no seu oportunismo podem incluir as personagens que quiserem, oriundas desta leva de regresso temporário à RAM, que não ganham votos por causa disso. Acho que a comunidade venezuelana na Madeira não se deixa enganar, sobretudo a que recusa a ideia de um regresso em definitivo, porquanto não se sente mobilizada, não tem razões para votar seja em quem for, porque o regresso é asua meta de vida. Compreensível e naturalmente. É com a Venezuela que eles se preocupam, é com a Venezuela livre, democrática, próspera e com lugar para todos que sonham e na Venezuela que pensam todos os dias é para a Venezuela que querem voltar.
Esta é a realidade, pelo que aos políticos em funções, no governo, no parlamento nas autarquias, o que se espera e se pede é que tomem as medidas adequadas possíveis e passíveis de atenuarem o sofrimento de quem foi deslocado, obrigado a sair do seu pais, da sua vida, da sua cultura, dos seus hábitos, dos seus amigos, das suas rotinas, do seu mundo, etc, para esperar cá fora que o ditador seja derrubado, que os corruptos sejam castigados e que a Venezuela seja de novo um país para todos e aberto a todos.
Desconhecimento
Quando é disto que falamos, quando é isto que está em cima da mesa, para que servem essas eleições nacionais ou regionais, para que servem esses pretensos “representantes” de meia-tijela, escolhidos pelas hierarquias partidárias, que não conhecem a realidade madeirense, nas freguesias, nos concelhos? Para que servem esses pretensos “representantes” se eles não interagem com as pessoas porque não escondem as suas dificuldades de integração (num meio que pode dizer ainda alguma coisa, pouca, aos pais e avós, mas que seguramente pouco ou nada diz às gerações que já nasceram na Venezuela), se nem são sequer conhecidos e nada dizem aos eleitores, etc, se o futuro para eles tem apenas um nome, a Venezuela? (LFM)

Nota: distante de "bandeirolas"


Não tenho nada a ver com o grupo de pressão organizado nas redes sociais, e com alguns ramificações partidárias, que acha que podemos ter o ferry todo o ano independentemente da sua rentabilização.  Ou seja, se se tratar de um empresário privado, ele terá que ser obviamente compensado pelos prejuízos - não quantificados - de uma operação que provavelmente apenas em escassos dois meses de Verão poderá ver atenuadas as perdas. Se se tratar de impor ao sector público a responsabilidade por garantir essa ligação marítima, então temos que ter um orçamento regional devidamente preparado - e não sei se a UE autoriza essa despesa ou não, mesmo tratando se ilhas, dado que o fenómeno da insularidade, da ultraperiferia e das regiões é cada vez mais um parente pobre numa Europa descaracterizada, refém de interesses financeiros e económicos poderosos manipulada pelos grandes e que têm hoje outras prioridades que há 5 ou 10 anos  eram bem diferentes - para que sejam os contribuintes a suportar anualmente uma previsível perda de milhares de milhões de euros.
Pessoalmente, já o disse e repito, o barco até pode ser pintado a ouro que não serei, provavelmente nunca, um cliente. Gastar 24 ou mais horas de viagem para Portimão, quando quero ir para Lisboa ou Porto em 1h 30m ou 2 horas, pagando 86 euros, nem dá que pensar. O mar nunca foi o meu forte, só para nadar. Prefiro o avião, serei sempre um utilizador do avião. Mas respeito os que têm medo deste meio de transporte e pressionam para que o barco seja uma realidade (não confundir o transporte de mercadorias com transporte de passageiros, pois é a esta componente em concerto que me reporto)
O problema é que se transferiu hoje para o oportunismo político, para a manipulação descarada, para a bandalhice e a patifaria de alguns protagonistas, uma questão que não sendo prioridade para os madeirenses - ao contrário do que alguns de forma manipuladora e mentirosa tentam fazer crer - acaba por demonstrar até que ponto a ralé política, a falta de escrúpulos e a nojentice política de alguns patifes pode descer.
Não troco o novo Hospital da Madeira pelo ferry, não troco a mobilidade pelo ferry, não troco uma descida dos juros pagos pela RAM relativamente ao empréstimo que foi obrigada a contrair em 2011/2012 pelo ferry - o Estado continua a lucrar com os empréstimos feitos à Madeira dos quais foi avalista mas já queimou com os bancos falidos mais de 12 mil milhões de euros.
Mas este caso - para além da ilegalidade criminosa que devia justificar uma reacção pronta de todos e a intervenção até de MRS e da CNE sem esperar pelo formalismo de participação num processo que é risível há mais de 30 anos -  pode ser bem mais grave do que aparenta - o governo socialista dos patifes de Lisboa negou sempre apoio financeiro à Madeira para a operação do ferry, negou sempre autorização para que Lisboa fosse o porto de destino continental, mas subitamente, caso seja verdadeira a notícia publicada num jornal, essa mesma corja já diz que arranja dinheiro para que a bandalhice socialista local, cada vez mais esfomeada de poder, use o ferry como instrumento de caça ao voto e de pressão vergonhosa sobre o eleitorado.
Pode ser bem mais grave, porque pode esconder relações promiscuas - cuja "linha de vida" é facilmente identificável.... - entre determinados grupos locais, monopolistas e constantemente criticados na praça pública por causa disso (hoje tudo mudou no caso do PS e de outros partidos da esquerda....) porque há parcerias já acordadas e negociadas que nem dizem respeito apenas à Madeira. Aliás, lembro que um dos mais influentes assessores de Cafofo para a área económica saiu do grupo Sousa para a campanha do PS sendo por isso um conhecedor profundo desta temática, incluindo da exploração da linha do Porto Santo e de tudo o que se passou mais asqueroso e repugnante (a que se juntam graves erros políticos e submissões estranhas na altura...) quando o Armas operou nesta linha da Madeira.
O que o GRM deve fazer, porque tem agora essa obrigação, é divulgar toda a documentação trocada com os patifes de Lisboa sobre este assunto, informar quais os custos desta operação que foram suportados pela RAM,  porque o que nos faltava é que depois deste descaramento vergonhoso, ficasse também a dúvida sobre o real comportamento da RAM neste processo da contratação de um ferry nos meses de Verão. E é disso que fico à espera porque é essa a exigência das pessoas (LFM)

Nota: factos & recordações


Em 2007, em plena crise da Lei de Finanças Regionais - do governo de Sócrates e Teixeira dos Santos e com o PS-Madeira de Jacinto Serrão alinhados na mesma decisão de ajustar contas com a Madeira impondo cortes superiores aos dos Açores - a abstenção foi de cerca de 40% tendo o PSD-Madeira obtido a maior votação de sempre, em termos de votos - 90.339 - correspondente a mais de 70% dos eleitores votantes. Lembro que estas eleições na Madeira foram antecipadas - o que aconteceu pela primeira vez - devido à demissão do Governo Regional em protesto pelo "dossier" LFR, processo que também acentuou ainda as divergências entre as duas regiões autónomas e as suas principais lideranças políticas regionais.
Foi também em 2007 que entrou em vigor pela primeira vez a nova lei eleitoral regional que substituiu os anteriores 11 círculos eleitorais concelhios por um círculo regional único de 47 deputados a eleger por método de Hondt.
Em 2004 a abstenção tinha sido também da ordem dos 40% com o PSD-Madeira a alcançar quase 74 mil votos, cerca de 65% dos eleitores.
Assinalo que entre 2004 e 2007 passamos de 5 para 7 partidos regionais concorrentes às eleições, número que aumentou para 9 em 2011, para 11 em 2015, e finalmente para 17 em 2019!
Em 2011 - repito e insisto - naquelas que foram as eleições regionais mais difíceis de todas até este momento, não só em termos de campanha eleitoral no terreno, mas devido também às divisões no partido maioritário, que geraram uma desmobilização indisfarçável, sem esquecer a pressão da crise nacional, com a chegada da troika a Lisboa e a tomada do poder nacional por um governo passista apoiado pelo CDS. A tudo isto juntou-se no verão desse ano a polémica sobre o buraco financeiro - há que assumir isso de uma vez por todas - que indiciava fortes medidas de austeridade já em 2012 que viriam a confirmar-se por via do PAEF imposto pelo antigo ministro das finanças Gaspar, hoje um tachista funcionário do FMI, apoiado freneticamente por Passos e Portas. Acho que foi o somatório de tudo isso que determinou que Jardim (para consolidadas pelo desfecho das autárquicas de 2013 que evidenciou, para além de algum desgaste eleitoral, a consequência eleitoral de algumas péssimas escolhas de algumas candidaturas) tivesse acelerado a sua retirada da liderança do PSD-M e da política activa, embora a forma como o processo se desenvolveu, provavelmente não foi a que teria pensado.
As regionais de 2011 registaram cerca de 45% de abstenções e o PSD-Madeira não foi além dos 71.556 votos que corresponderam a apenas 48,6% e 25 mandatos em 47.
Em 2015 com todas as mudanças na estrutura dirigente e consequentes divisões internas no PSD-M, a abstenção atingiu um valor recorde - pela primeira vez superior a metade dos eleitores (votaram apenas 49,7% dos eleitores) tendo os social-democratas obtido 56.569 votos - um dos mais baixos de sempre - correspondentes a 44,4% e 24 deputados em 47! (LFM)

domingo, setembro 08, 2019

Cofina: luz verde para TVI

Antes de oficializar as negociações com a Media Capital, o n.º 1 do grupo do CM falou informalmente com António Costa, com a Autoridade da Concorrência e a Entidade Reguladora para Comunicação Social. Na calha está a saída de pesos pesados da estação de Queluz. O CEO da Cofina, Paulo Fernandes antes de oficializar o interesse em comprar a Media Capital esteve reunido informalmente com o primeiro-ministro, com a Autoridade da Concorrência (AdC) e com Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), apurou o SOL. Afastado destes encontros esteve Marcelo Rebelo de Sousa, mas o Presidente foi informado do negócio por António Costa. O SOL sabe que a ideia do empresário foi garantir que nenhuma das entidades se oporia à operação, pois só assim avançaria para negociações com a Prisa. Contactada pelo SOL, a AdC diz que as «avaliações prévias são um procedimento que a AdC coloca à disposição das empresas, porém são confidenciais». Já a ERC até ao fecho da edição não prestou qualquer tipo de comentário.
O SOL sabe que a operação de compra da TVI passa por um prévio aumento de capital do grupo detentor do Correio da Manhã e da CMTV, que será acompanhado pelos atuais acionistas de referência da Cofina mas permitirá a entrada de novos players, por forma a permitir o financiamento do negócio. No setor, fala-se da possibilidade de um destes novos acionistas de referência da Cofina poder vir a ser os brasileiros da TV Record, ligados à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O anúncio das negociações só foi oficializado no dia 13 de agosto, depois de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter suspendido as ações das duas empresas por estar a aguardar mais detalhes sobre a operação. Essa confirmação acabou por chegar no mesmo dia, com a Cofina a garantir que estava «em negociações exclusivas» com a dona da TVI.

Nota: venda da TVI vai gerar uma revolução...


A venda da TVI - lembram-se do que Sócrates e alguns grupos de interesses financeiros e económicos a ele associados, tentaram fazer em 2009/2010? - agora ao grupo COFINA, que é detentor de vários meios de comunicação social, entre os quais o jornal mais vendido (Correio da Manhã), o canal de televisão líder no cabo (CMTV), a revista Sábado e o Record (desportivo) vem mostrar que a crise que existe na comunicação social não é generalizada e que pelos vistos há grupos empresariais do sector com capacidades financeiras para negócios desta grandeza.
A venda da TVI à COFINA vai gerar muitas mudanças, alguma revolução no sector do audiovisual, vai provocar mudança de pessoas, saídas e entradas, enfim, vai gerar uma revolução que dificilmente deixará de alargar-se a outros meios de comunicação social que continuam de uma maneira geral a braços com uma crise financeira resultante das quedas das vendas e da publicidade (LFM)

Nota: mas qual é a surpresa?

Qual a surpresa disto? Mas alguém duvida que Lisboa, mais de 40 anos depois do 25 de Abril, continua a julgar que é o centro do "império", que boicota qualquer projecto de descentralização ou regionalização do país, que nunca deixará de manter as autonomias regionais amarradas de curto? Nada disto é ficção como alguns oportunistas populistas caídos de pára-quedas na política madeirense tentam agira vendem, tentando enganar as pessoas, amansando-as para terem o seu voto (LFM)

Nota: assim não vamos lá

Confesso que já me mete nojo - desculpem mas é isso mesmo - a suspeição que sistematicamente se faz, alguns políticos e nalguma comunicação social, em torno do facto de Pedro Calado ter trabalhado para o grupo AFA do empresário madeirense Avelino Farinha, um dos maiores enmpregadores individuais da Madeira, mas sempre criticado por uma certa elite social, particularmente da oposição política regional de esquerda, quiçá por parecer ser chique ou qualquer coisa idiota do género.
Vamos ao outro prato da balança apenas como exemplo mas natureza política diferente.
Conhecendo há muitos anos a pessoa em causa - Bernardo Trindade - pergunto-me se o facto de ele estar ligado a um dos maiores grupos hoteleiros da Madeira e do País, que se expandiu para o território nacional  e estrangeiro de forma paulatina, ele deveria ter sido impedido de ter exercido as funções de secretário de estado do turismo ou de integrar a actual Administração da TAP? Será que o facto de ter sido secretário de estado do turismo e ter estado sempre ligado a esse grupo familiar, isso fez com que seja legítimo lançar qualquer suspeição bandalha sobre ele, sobre a sua integridade e seriedade?
Conhecendo-o como o conheço recuso essa teoria e quem disser o contrário é uma besta. Será que os mesmos que agora tanto falam de Pedro Calado abriram os queixos nessa altura? Não me recordo. Então porque motivo, no que a Pedro Calado diz respeito - creio que ele esteve ligado 3 ou 4 anos à empresa de Avelino Farinha - ele tem que ser diabolizado por isso e ver ser colocada em causa a sua integridade e honestidade no exercício de funções públicas que exigem distanciamento?
Ou será que Avelino Farinha continua a ser um alvo preferencial e selectivo de uma certa corrente de opinião local, sem impacto nenhum na vida das pessoas, mas com ramificações partidárias conhecidas e facilmente identificáveis, incluindo a negócios e negociatas? Que raio de critérios são estes? Que raio de escalas de medição da seriedade de políticos são estas? Francamente? Será que é legítimo questionar também a isenção de meios de comunicação social só por causa dos seus principais clientes de publicidade ou dos rentáveis serviços prestados a terceiros, públicos ou privados? Será isso legítimo? Obviamente que não e no meu caso, que me considero uma pessoa da comunicação social, não hesito em mandar à merda quem disser o contrário. Mas admito haver quem ache que não tenho razão e insistir que quem tem esses interesses, não é isento. Daqui não saímos, eu sei, mas a verdade, a realidade, não é essa. Penso que quem tem responsabilidade não deve alimentar esta cirúrgica suspeição só porque é chique ou porque acha que o porreirismo populista e demagógico é fixe. Assim não vamos lá (LFM)

Nota: o que quer o PCP?



O PCP anda distraído a discutir o sexo dos anjo e a promover banalidades a prioridades da sua agenda e esquece o essencial, não percebe o que está em cima da mesa, as suas vulnerabilidades, os riscos que corre, o impacto eleitoral do seu envolvimento na geringonça liderada pelos socialistas, etc. Por isso arrisca-se a uma nova porrada eleitoral. Também na Madeira o discurso comunista parece ter parado no tempo, o PCP precisa de ter mais imaginação, precisa de perceber o que as pessoas querem e precisam, precisa definir o que quer e pensar, sem subtilezas, precisam de definir o seu espaço político e eleitoral regional. que não tem que ser o mesmo que tem ()ou não tem) a nível nacional (LFM)

Nota: discordo da investigadora

Discordo da investigadora madeirense que acha que as legitimadas - nas urnas - vitórias sucessivas do PSD-Madeira em eleições regionais (há que fazer a diferença), sublinho, em eleições regionais, se fica a dever apenas, pelo que li, à alegada "estrutura pesada da administração pública regional" e ao pretenso conservadorismo do eleitorado madeirense (nos anos setenta? Ou depois de 2010?). Discordo porque há outros factores em meu entender determinantes: o percurso autonómico e o posicionamento dos principais partidos políticos regionais partidos em relação a esse percurso, à autonomia, à forma como a defenderam (ou não), salvaguardando diferenças, a longevidade da liderança do PSD-M que apenas abriu brechas eleitorais em 2011 depois do caso do "buraco" e da anunciada saída de AJJ consumada em final de 2014, principais itens do discurso político do PSD-M, a postura hesitante do PS-M ao longo de 40 anos de autonomia regional, a falta de dinâmica e receptividade eleitoral da restante esquerda  tradicional, a "guerra" aos aliados regionais do centralismo nacional, os episódios políticos desastrosos e as provocações de Lisboa ao Funchal - o caso da lei de finanças regionais em 2007 foi o expoente máximo dessa hostilidade com reflexos nas urnas - etc, são factos que não podem ser dissociados de qualquer análise. Enfim são opiniões (LFM)

IL até onde?


Esta malta da IL anda a falar grosso e começa a colocar o dedo na ferida em muitas questões concretas da agenda social e política, pelo menos abordando pragmaticamente e de forma clara questões concretas. Resta saber se o eleitorado percebe esse discurso, se segue com atenção este novel partido e as suas propostas e se lhe concede algum espaço eleitoral digno de destaque. Confesso que sempre tive medo dos liberalismos excessivos e dos liberais mais radicais que por aí andam. O "passismo" apoiado pelo CDS foi, no seu essencial, um triste exemplo desse liberalismo porco e agressivo socialmente que decide sem contemplações, indiferente às injustiças e às desigualdades com que vai pintando o seu próprio caminho (LFM)

quinta-feira, agosto 29, 2019

Venezuela, bajo el reino del terror policial

La represión aumenta en los barrios pobres a manos de las Fuerzas de Acciones Especiales, una unidad de la Policía Nacional creada por Maduro, que acumula centenares de denuncias por supuestas ejecuciones extrajudiciales. El terror se ceba en los barrios pobres de Venezuela. Las Fuerzas de Acciones Especiales (FAES) de la Policía Nacional está en el punto de mira por tomarse la justicia por su mano: acumula centenares de denuncias por supuestas ejecuciones extrajudiciales y una amplia lista de abusos. Los defensores de derechos humanos han alertado de que cualquiera, delincuente o inocente, puede ser ajusticiado sin mediación de tribunales por mero capricho de oficiales. Carmen Arroyo, de 52 años, afirma que el propósito de este escuadrón es mantener el control social. Su único hijo, el barbero Cristián Charris, fue asesinado por los policías en el barrio de Petare, al este de Caracas, en septiembre de 2018. “Ellos decían que había robado a otro oficial días antes, pero él estaba trabajando en la peluquería cuando eso ocurrió. Más de 600 personas firmaron una carta diciendo que mi hijo era honesto”, argumenta. Pocos reconocieron a los oficiales, vestían de negro y usaban máscaras, tenían fusiles y sus vehículos carecían de placas.
Michelle Bachelet, la Alta Comisionada de Naciones Unidas para los Derechos Humanos, escuchó esta historia y otras parecidas cuando estuvo en Venezuela, en junio pasado. “Hablé con la señora Bachelet. Ella se había reunido con el fiscal general, Tarek William Saab, que decía no tener denuncias de ejecuciones extrajudiciales, pero que nosotros le mostramos otra realidad”, recuerda Miriam Gamarra, madre de un joven asesinado por policías en el distrito capitalino de Las Adjuntas.

terça-feira, agosto 27, 2019

Partidos parlamentares contam gastar 7,4 milhões na campanha

A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) já tem em sua posse os orçamentos com as despesas previstas pelos partidos para a campanha das eleições legislativas. O prazo terminou ontem.
O partido que mais prevê poupar - face a 2015 - é o PSD. No total, uma redução de 43,45% nos gastos, passando estes dos 3,6 milhões de há quatro anos para pouco mais de dois milhões de euros, agora (ver quadro global no fim do texto).
Em 2015, o PSD e o CDS avançaram coligados (menos nos Açores e na Madeira) mas estabeleceram entre si um ratio de peso relativo nas despesas de cada um dos partidos de 77% (para o PSD) contra 23% (CDS). Ou seja: o PSD orçamentou nesse ato eleitoral 2,3 milhões de euros mas acabou por gastar 3,6 milhões - um desvio de quase 55%.
Rio corta nas agências de comunicação e sondagens
Agora, no PSD, a ordem é de cortar fortemente na despesa. E um dos cortes mais significativos será na rubrica relativa aos consumos com "conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado". Há quatro anos, o PSD gastou quase um milhão de euros nessa despesa. Agora, Rui Rio reduz esse valor para quase dez vezes menos (150 mil euros).
Também o CDS teve uma fatura bem diferente do valor estimado: mais 49,6% de gastos (os 719 mil euros previstos saltaram para 1 075 298 euros). Agora os centristas planeiam gastar 700 mil euros.
Os dados revelados ao DN pelos partidos mostram que só o BE e o PAN admitem que vão gastar mais do que o que gastaram nas campanhas de 2015. O crescimento no Bloco do orçamentado para agora face ao gasto em 2015 será na ordem dos 16,74% (de cerca de 840 mil euros para quase um milhão).

Nota: quando a patifaria e a bandalhice se juntam a política rafeira impera

Não tenho nada a ver com o grupo de pressão organizado nas redes sociais, e com algums ramificações partidárias, que acha que podemos ter o ferry todo o ano independentemente da sua rentabilização.  Ou seja, se se tratar de um empresário privado, ele terá que ser obviamente compensado pelos prejuízos - não quantificados -de uma operação que provavelmente apenas em escassos dois meses de Verão poderá ver atenuadas as perdas. Se se tratar de impor ao sector público a responsabilidade por garantir essa ligação marítima, então temos que ter um orçamento regional devidamente preparado - e não sei se a UE autoriza essa despesa ou não, mesmo tratando se ilhas, dado que o fenómeno da insularidade, da ultraperiferia e das regiões é cada vez mais um parente pobre numa Europa descaracterizada, refém de interesses financeiros e económicos poderosos manipulada pelos grandes e que têm hoje outras prioridades que há 5 ou 10 anos  eram bem diferentes - para que sejam os contribuintes a suportar anualmente uma previsível perda de milhares de milhões de euros. 
Pessoalmente, já o disse e repito, o barco até pode ser pintado a ouro que não serei, provavelmente nunca, um cliente. Gastar 24 ou mais horas de viagem para Portimão, quando quero ir para Lisboa ou Porto em 1h 30m ou 2 horas, pagando 86 euros, nem dá que pensar. O mar nunca foi o meu forte, só para nadar. Prefiro o avião, serei sempre um utilizador do avião. Ms respeito os que têm medo deste meio de transporte e pressionam para que o barco seja uma realidade (não confundir o transporte de mercadorias com transporte de passageiros, pois é a esta componente em concerto que me reporto)
O problema é que se transferiu hoje para o oportunismo político, para a manipulação descarada, para a bandalhice e a patifaria de alguns protagonistas, uma questão que não sendo prioridade para os madeirenses - ao contrário do que alguns de forma manipuladora e mentirosa tentam fazer crer - acaba por demonstrar até que ponto a ralé política, a falta de escrúpulos e a nojentice política de alguns patifes pode descer.
Não troco o novo Hospital da Madeira pelo ferry, não troco a mobilidade pelo ferry, não troco uma descida dos juros pagos pela RAM relativamente ao empréstimo que foi obrigada a contrair em 2011/2012 pelo ferry - o Estado continua a lucrar com os empréstimos feitos à Madeira dos quais foi avalista mas já queimou com os bancos falidos mais de 12 mil milhões de euros. 
Mas este caso - para além da ilegalidade criminosa que devia justificar uma reação pronta de todos e a intervenção até de MRS e da CNE sem esperar pelo formalismo de participação num processo que é risível há mais de 30 anos -  pode ser bem mais grave do que aparenta - o governo socialista dos patifes de Lisboa negou sempre apoio financeiro à Madeira para a operação do ferry, negou sempre autorização para que Lisboa fosse o porto de destino continental, mas subitamente, caso seja verdadeira a notícia publicada num jornal, essa mesma corja já diz que arranja dinheiro para que os bandalhos socialistas locais, cada vez mais esfomeados de poder, usem o ferry como instrumento de caça ao voto e de pressão vergonhosa sobre o eleitorado.
Pode ser bem mais grave, porque pode esconder relações promíscuas - cuja "linha de vida" é facilmente identificável.... - entre determinados grupos locais, monopolistas e constantemente criticados na praça pública por causa disso (hoje tudo mudou no caso do PS e de outros partidos da esquerda....) porque há parcerias já acordadas e negociadas que nem dizem respeito apenas à Madeira. Aliás, lembro que um dos mais influentes assessores de Cafofo para a área económica saiu do grupo Sousa para a campanha do PS sendo por isso um conhecedor profundo desta temática, incluindo da exploração da linha do Porto Santo e de tudo o que se passou mais asqueroso e repugnante (a que se juntam graves erros políticos e submissões estranhas na altura...)quando o Armas operou nesta linha da Madeira.
O que o GRM deve fazer, porque tem agora essa obrigação, é divulgar toda a documentação trocada com os patifes de Lisboa sobre este assunto, informar quais os custos desta operação que foram suportados pela RAM,  porque o que nos faltava é que depois deste descaramento vergonhoso, ficasse também a dúvida sobre o real comportamento da RAM neste processo da contratação de um ferry nos meses de Verão. E é disso que fico à espera porque é essa a exigência das pessoas (LFM)