O Hospital do Funchal isolou 58 pacientes. Tudo por causa de uma doente infetada por uma bactéria multirresistente. As enfermarias estão de quarentena. Serviços de controlo de infeções do hospital central do Funchal acreditam que infeção pela bactéria multirresistente KPC detetada numa doente ocorreu durante o internamento em Lisboa.
sexta-feira, janeiro 25, 2019
Costa: Deve ser pela cor da minha pele'
O caso do Bairro da Jamaica marcou o arranque do debate quinzenal com António Costa a condenar a posição do Bloco de Esquerda e a pedir serenidade. Mas o tema exalta ânimos e o próprio primeiro-ministro chegou a invocar a cor da sua própria pele para o debate
Venezuela: Guaidó e Maduro esticam a corda
Dois dias depois de se ter autoproclamado como presidente interino da Venezuela , o líder da oposição e do parlamento do país, Juan Guaidó , juntou milhares de pessoas no centro de Caracas, onde garantiu estar a trabalhar para a formação de um governo transitório e marcar eleições livres. "Em apenas dois dias, graças à confiança, à legalidade, à constituição e ao respeito, conseguimos mais do que eles em seis anos", disse em referência à liderança de Nicolás Maduro . A reação do ainda presidente, reconhecido por uma boa parte da comunidade internacional, não se fez esperar. Para ele, trata-se de um golpe: "Um golpe de Estado que quer intervir na vida política da Venezuela e instalar um regime fantoche dos interesses do império norte-americano e seus aliados no mundo ocidental", disse Maduro. Nas ruas, a contestação a Maduro tem vindo a crescer. Depois de ter perdido o controlo do parlamento em 2015 e ao ser reeleito no ano passado numas eleições muito contrestadas, o poder do sucessor de Hugo Chávez pode estar por um fio. Os confrontos da última semana fizeram já, pelo menos, 26 mortos, segundo dados não oficiais.
Maduro manda encerrar embaixada da Venezuela nos EUA
Nicolas Maduro anunciou que vai encerrar a Embaixada da Venezuela nos Estados Unidos e fazer regressar os diplomatas já este sábado. O Presidente ordenou, também, o encerramento de todos os Consulados dos Estados Unidos no país. Apesar desta ordem, os Estados Unidos dizem não reconhecer legitimidade a Maduro.
Para memória futura: os medos do CDS-Madeira
O CDS-M parece que anda histericamente receoso - eu até sou capaz de entender... - dos efeitos eleitorais de uma alegada colagem do PSD-M. Percebo perfeitamente a preocupação. Em termos eleitorais e políticos é sabido que os partidos mais pequenos temem com naturalidade a possibilidade de se tornarem "desnecessários" aos olhos dos eleitores que num determinado acto eleitoral, e devido a uma colagem com partidos de maior dimensão e situados nas sua área ideológica ou perto disso, acabem por escolher o maior ou quem lhes dá mais garantias. Eu entendo a lógica das pessoas quando vão votar e fazem escolhas. Mas o CDS-M tem uma realidade histórica e ideológica e uma base social de apoio que ideologicamente está identificada, pelo que, e caso essa ideia de afastar-se do PSD-M se transforme numa obsessão, isso pode ser ainda "pior emenda que o soneto" porque pode causar irritação junto dos seus potenciais e alegados eleitores. O CDS-M no mínimo quer defender o seu estatuto de maior força política da oposição, melhor dizendo, de 2ª força política regional. Mas tal como sabemos todos, muito do que aconteceu eleitoralmente na Madeira nos últimos anos resultou também, para além de factores internos, da influencia directa ou indirecta de factores externos, positivos para uns, negativos para outros, que os partidos locais não controlam em nada. Por isso, a ideia do "namoro" com arrufos pode ter um outro efeito, o de fazer com que as pessoas escolham apenas um dos parceiros desse "namoro". Outra dica que deixo aqui ara memória futura. Salvo se a ideia do CDS-M é de encostar-se a quem com ele nunca formará um par, mesmo com arrufos e amuos. Acham mesmo que os eleitores do CDS na Madeira, gostaria de ver o seu partido, uma vez mais, coligado com partidos da geringonça ou com uma própria geringonça, independentemente do que aconteceu no passado entre o CDS e o PSD na Madeira? Desconfio que a esta questão política muito concreta, o CDS-M, mais cedo ou mais tarde, será obrigado a dar respostas plausíveis.
Lembremos isto:
Regionais de 2007
CDS, 7.512 votos, 5,4% (2 deputados)
Regionais de 2011
CDS, 25.974 votos, 17,6% (9 deputados)
Regionais de 2015
CDS, 17.489 votos, 13,7% (7 deputados)
Autárquicas de 2013
CDS, 17.679, 13,1% (8 eleitos para as CMs)
Autárquicas de 2017
CDS, 12.493 votos, 9% (8 eleitos para as CMs)
Legislativas de 2011
CDS, 19.101 votos, 14,7% (1 deputado)
Legislativas de 2015
CDS, 7.536. 6% (LFM)
Venezuela. Chefias militares mantêm-se com o regime
O Supremo Tribunal e os chefes das Forças Armadas da Venezuela recusaram apoiar o auto-proclamado Presidente interino, Juan Guaidó. Um dia depois do juramento do líder da oposição, dois dos pilares institucionais do país declararam apoio a Nicolás Maduro, que pediu à justiça que lide com Guaidó.
O terrorismo está a matar menos mas há novas ameaças no horizonte
O mais recente relatório do Índice Global de Terrorismo mostra que as mortes em atos terroristas estão em queda desde 2014 - muito devido ao enfraquecimento do Daesh. Mas nos países ocidentais há um fantasma que volta para matar. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo
Venezuela: dia a dia marcado por carências
Há vários anos que a Venezuela está mergulhada numa crise política, económica e social. A comida está racionada, 80 por cento da população passa fome e a inflação bateu todos os recordes. Já foi um dos países mais ricos da América Latina, mas desde que Hugo Chávez morreu em 2013 tudo mudou na Venezuela.À crise política seguiu-se a crise económica e social. Mais de 3 milhões de pessoas sairam do país à procura de uma vida melhor.Mesmo com as maiores reservas de petróleo do mundo, a economia entrou em colapso.Para este ano o FMI prevê uma hiper-inflacao de 10 milhões por cento. Um quilo de carne pode custar dois salários mínimos perto de 10 euros. A fome atinge 80 % da população.Depois do descalabro económico a Venezuela mergulhou no caos social. Em cada dia do ano passado ocorreram 63 homicídios. É a taxa de violência mais elevada do mundo.
Venezuela: Delegado da Agência Lusa revela que existe movimento de apoio a Juan Guaidó
O delegado da Agência Lusa na Venezuela confirma que o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, ainda está em liberdade. Felipe Gouveia nota que vários líderes da oposição na Venezuela também foram detidos. Nicolas Maduro pediu aos militares máxima disciplina e lealdade, que esta sexta-feira devem proclamar fidelidade ao torno do Presidente.
Mais de mil luso-venezuelanos chegaram a Estarreja
Muitos luso-descendentes que viviam na Venezuela estão à procura de uma nova vida em Portugal.
EUA advertem Exército venezuelano para não usar da força contra Guaidó
Os Estados Unidos apelaram aos militares venezuelanos para não usarem a força contra Juan Guaidó. Washington considerou o regime de Maduro ilegítimo, falido e corrupto. Os Estados Unidos apelaram aos militares venezuelanos para não usarem a força contra Juan Guaidó. Washington considerou o regime de Maduro ilegítimo, falido e corrupto.
Venezuela: Um país entre a esperança e a incerteza
Ainda é cedo para perceber se Juan Guaidó foi apenas um ensaio de esperança para milhões de venezuelanos.
Emigrantes e lusodescendentes sonham em regressar à Venezuela
Emigrantes na Venezuela regressados a Portugal consideram positivo avanço de Juan Guaidó, mas só pretendem voltar ao país sul-americano com estabilidade e segurança
Venezuela: Maduro condena Trump e agradece a Putin
Presidente venezuelano acusa Estados Unidos de estarem a patrocinar um golpe de Estado no país e aplaude o apoio recebido da Rússia
Luta pelo poder reflete-se nas ruas da Venezuela
Protestos violentos e repressão policial causaram o caos nas principais cidades, com o braço de ferro entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó
Crise na Venezuela divide potências mundiais
Estados Unidos querem reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas Rússia e China, dois membros permanentes, já declararam apoio ao presidente Nicolás Maduro
Debate político passa de quadratura a circulatura e será na TVI24
Até ao fim do ano, 48 concelhos deverão ficar sem estação dos CTT
O ano de 2018 terminou com 33 concelhos a ficarem sem acesso a estações dos CTT. Pelas contas da Anacom, esse número de concelhos deverá subir para 48, afetando, a curto prazo, 411 mil portugueses. Veja o mapa dos concelhos que não têm uma estação CTT, cujas funções são mais amplas do que uma loja ou ponto CTT (Jornal Económico)
quinta-feira, janeiro 24, 2019
Factos (a reter) sobre a Polícia Municipal...
- A Polícia Municipal (PM) das duas principais cidades do país, Lisboa e Porto, já tirou da rua cerca de 850 efectivos da PSP em comissão de serviço. Esta situação, que gera falta de efectivos nos comandos da PSP, está a gerar uma onda de desagrado entre os elementos da Polícia da Segurança Pública.
- Segundo o Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM), as duas cidades têm quase tantos polícias municipais como os restantes 32 municípios onde a PM actua. As desigualdades salariais entre as duas forças policiais também estão na origem do descontentamento e da revolta dos elementos da PSP.
- O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) refere que os PM de Lisboa e do Porto recebem em média mais 200 euros, pagos pela autarquia, do que os agentes da PSP. O intendente considera também que os PSP têm um grau de risco mais elevado do que os PM.
- A Polícia Municipal de Lisboa viu o seu orçamento para 2017 aumentar 600% para os 3,3 milhões de euros, depois de ter herdado algumas das competências que estavam atribuídas à PSP, como a patrulha e gestão do trânsito na capital lisboeta. Além de um orçamento sete vezes superior aos 470 mil euros de 2016, a Polícia Municipal passou a contar com o maior efectivo de sempre, com 602 polícias, 257 dos quais entrados em 2017, todos vindos da PSP. No total, juntamente com 98 civis, esta força tem 700 elementos. Apesar do aumento do número de agentes, a Polícia Municipal registou um decréscimo de infracções e respectivos autos de contra-ordenação de trânsito.
- Em final de Novembro de 2018, os polícias municipais estiveram em greve para exigir a revisão e regulamentação da respectiva carreira, parada há 10 anos. Os polícias municipais exigem ainda o fim da desigualdade entre o modelo dos agentes de Lisboa e do Porto e os do resto do país. Há trabalhadores, há agentes da PM que chegam ao fim do mês e não levam 600 euros para casa, salientou um dirigente sindical. A carreira de polícia municipal, criada em 1999, aguarda regulamentação própria desde 2000. Os polícias municipais existem em 32 concelhos do país e são mais de mil elementos (2018)
- A Polícia Municipal avança no Funchal com 50 operacionais e deve custar 1 milhão de euros. Até final de 2018 previa-se que estivesse finalizado o regulamento e a orgânica da Polícia Municipal do Funchal. Em 2019 avança o processo de recruta e de aquisição de equipamento. A implementação desta força de segurança deve custar um milhão de euros. A Polícia Municipal do Funchal vai avançar com 50 operacionais. O custo deve chegar a um milhão de euros sendo esperado que o Ministério da Administração Interna contribua com verbas. Em 2019 avança a abertura do processo de recruta e aquisição de equipamento, sendo esperado que o mais tardar até início de 2020 a Polícia Municipal comece a operar. Numa fase inicial a polícia do município vai operar a partir de um edifício municipal (2018)
- A Procuradoria-Geral da República pôs termo às dúvidas que suscitava a lei sobre os poderes da Polícia Municipal. Salvo casos de flagrante delito, a acção dos agentes "é sempre de prevenção e nunca de punição". Assim, a Polícia Municipal (PM) "não é uma força de segurança", ou seja, "complementa, não substitui a Polícia de Segurança Pública (PSP)". Ou seja, a PM não pode exceder a mera prevenção de comportamentos ilícitos". Assim, segundo o parecer - publicado em Diário da República - há alguns poderes que ficam definitivamente fora das mãos da PM. Como a revista de segurança (excepto se houver razões para crer que um indivíduo oculta armas), a identificação de alguém (excepto se em exercício de fiscalização) ou a detenção de suspeitos. Em todos estes casos, as polícias municipais só podem actuar quando apanharem os infractores em flagrante delito. E, mesmo nesses casos, a sua competência é restringida: limita-se à detenção - mas só quando o crime for público ou semi-público, punível com pena de prisão. E deve entregar os suspeitos imediatamente à autoridade competente. De qualquer forma, frisa o PGR, nunca lhes é permitido formalizar a detenção nem elaborar o respectivo expediente. A Polícia Municipal viu também negada a competência para proceder à constituição de arguidos. E é-lhe ainda expressamente vedada qualquer acção de investigação, que é "própria de órgãos de polícia criminal". Relativamente à apreensão de material, podem fazê-lo, mas apenas com base nas suas estritas competências de fiscalização, excluindo vigilância de espaços públicos. Nas situações - sempre de excepção - em que a PM pode actuar, a recusa dos infractores em identificarem-se configura efectivamente em crime de desobediência. Nesse caso, o agente municipal pode detê-lo para ser apresentado ao Ministério Público (2018)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
