Nos primeiros meses do ano a TAP cancelou 197 voos de e para a Madeira. Em 76 desses cancelamentos a companhia alegou razões operacionais. O Parlamento regional não ficou convencido.
terça-feira, julho 24, 2018
Escola na Madeira encerrada pelo governo regional apesar de ser um caso de sucesso
A Escola Curral das Freiras, na Madeira, foi encerrada pelo governo regional apesar de ser um caso de sucesso. Foi considerada a melhor escola pública em 2015, mas o governo regional da Madeira acabou com a autonomia da escola. O edifício passa a funcionar como anexo de outro estabelecimento de ensino e o diretor enfrenta um processo disciplinar por várias irregularidades.
Canarias llevará a Fomento a la Justicia si el 75% no se aplica al coste real del billete
El Gobierno de Canarias ya ha dicho basta. Si el Ministerio de Fomento no rectifica y deja claro que el descuento del 75% en el precio de los billetes de avión y barco para desplazarse a la Península ha de aplicarse al coste real, es decir, a lo que efectivamente le cuesta al residente en el Archipiélago, el Ejecutivo regional llevará al departamento de José Luis Ábalos a la Justicia. Así lo anunció ayer el presidente del Gabinete autonómico, Fernando Clavijo, a la finalización del Consejo de Gobierno celebrado en Santa Cruz de Tenerife. El ultimátum del jefe del Ejecutivo de las Islas se produce tras comprobar cómo el Ministerio sigue sin respetar lo estipulado en la ley de Presupuestos Generales del Estado (PGE) para el actual ejercicio, la misma que elaboró el gabinete del Partido Popular y la misma que los socialistas se comprometieron a acatar -al menos en lo tocante a la llamada agenda canaria- tras el desembarco de Pedro Sánchez en Moncloa.
Sondagem Aximage: Costa ganha terreno mas precisa de acordos para formar governo em 2019
O partido de António Costa continua a liderar as preferências dos portugueses, com 39% das intenções de voto para as eleições legislativas de 2019, uma subida de dois pontos percentuais face a Junho passado, segundo o barómetro político da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã. Apesar desta ligeira recuperação, os socialistas ainda estão longe dos 44% alcançados em Julho de 2017. A confirmarem-se estas previsões, o PS vai precisar de repetir uma "Geringonça" com BE, PCP e PEV ou eventualmente um Bloco Central com PSD para conseguir formar governo no próximo ano. Naturalmente, sobram-lhe ainda as alternativas de formar um Governo minoritário que negociaria acordos pontuais à esquerda ou à direita, ou a de procurar uma solução em que o único apoio garantido poderia ser o do Bloco de Esquerda. Pelas juras de amor do primeiro-ministro às bancadas mais à esquerda, durante o debate sobre o Estado da Nação, o mais provável é a renovação da actual solução governativa.
Venezuela: FMI prevê queda de 18% do PIB e inflação de 1.000.000% até final do ano
O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou as projeções económicas para a América Latina até finais de 2018, prevendo que a Venezuela vai enfrentar uma queda de 18% do PIB e uma inflação de 1.000.000%. “A Venezuela continua mergulhada numa profunda crise económica e social. Segundo as projeções, o PIB real vai reduzir-se em aproximadamente 18% em 2018 – o terceiro ano consecutivo de quedas de dois dígitos – devido à redução significativa na produção de petróleo e distorções generalizadas a nível micro, às quais se somam grandes desequilíbrios económicos”, segundo o FMI. “Prevemos que a inflação dispare 1.000.000% até o final de 2018, o que indica que a situação na Venezuela é semelhante à da Alemanha em 1923 e à do Zimbabué” no final da primeira década deste século, pode ler-se no documento “Perspetivas para as Américas: uma recuperação mais difícil”. O FMI sublinha ainda “que o Governo (venezuelano) continuará a registar grandes défices fiscais, financiados exclusivamente com a expansão da base monetária, alimentando a aceleração da inflação, à medida que a demanda de dinheiro continue caindo”.
A astronauta “youtuber” que nos mostrou a vida no espaço
Durante os mais de seis meses da sua missão, Cristoforetti fez da vida quotidiana na Estação Espacial Internacional um exercício de divulgação científica que, certamente, inspirou umas quantas vocações que verão a luz no futuro. Numa entrevista ao The Verge, a italiana Samantha Cristoforetti afirmou que, na verdade, ela não escolheu o espaço, mas foi o espaço que a escolheu a ela. Assim, tentava explicar uma paixão que nasceu na sua infância, que é quando nascem as vocações imperecíveis, aquelas que marcam o rumo de toda uma vida. Decisões onde a componente racional não se aplica, mas cuja influência é capital. Não há dúvida de que é preciso uma grande vocação e muito esforço para se tornar a primeira mulher italiana a viajar para o espaço (a terceira europeia) e uma das que mais tempo passou fora do nosso planeta (um total de 199 dias entre 2014 e 2015). Tal experiência valia a pena ser contada ("para mim, era muito importante partilhar a experiência tanto quanto possível", explica Cristoforetti) e foi assim que a astronauta da ESA também se tornou uma estrela da internet com quase um milhão de seguidores graças aos seus vídeos, fotos e comentários a partir do espaço. Durante os mais de seis meses da sua missão, Cristoforetti fez da vida quotidiana na Estação Espacial Internacional um exercício de divulgação científica que, certamente, inspirou umas quantas vocações que verão a luz no futuro. Aprendemos, por exemplo, como os astronautas tomam banho, o modo peculiar como têm de usar a sanita ou como se pode cozinhar arroz em ambiente de microgravidade. A engenheira italiana também se tornou a primeira pessoa a fazer e a saborear um café expresso no espaço graças a uma cafeteira desenhada especialmente para a ocasião (Expresso)
Venezuela: Mais de uma centena de encapuzados saqueou supermercado
Mais de uma centena de pessoas encapuzadas rebentaram as portas de vidro do supermercado “Aquí”, no município Bolívar do Estado venezuelano de Anzoátegui, de onde roubaram bebidas alcoólicas e artigos de higiene pessoal. Segundo a imprensa local, o roubo ocorreu pelas 02:00 locais de hoje (06:30 em Lisboa), quando residentes nas proximidades do Centro Comercial Rivera Real acordou com os gritos da multidão que tinha conseguido passar pelas grades de segurança e atacavam o supermercado. O ataque, que demorou duas horas, foi gravado pelas câmaras de segurança e além de adultos participaram também crianças. Testemunhas da ocorrência dizem que alguns dos encapuzados colocaram alguns dos produtos em viaturas da polícia, quando esta chegou ao supermercado (Lusa)
Venezuela: Protestos contra baixos salários continuam no setor da saúde
Os empregados do sistema público de saúde venezuelano estão a protestar, há 29 dias, em várias regiões do país, para exigir melhorias salariais que lhes permitam enfrentar uma inflação diária de 2,8%. Os trabalhadores da saúde exigem salários iguais aos dos militares venezuelanos e protestam ainda contra a escassez de medicamentos, a falta de recursos hospitalares e degradação das instalações e serviços hospitalares. Hoje, segundo a imprensa local, ocorreram pelo menos uma dezena de protestos, apesar de, no sábado, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter anunciado a aprovação de 280 milhões de euros para a aquisição de medicamentos, principalmente para o tratamento de doenças crónicas, incuráveis e transplantes.
Os recursos aprovados destinam-se, ainda, a melhorar os serviços dos 300 hospitais públicos do país e a ativação de um plano de emergência que prevê a inclusão de 50 mil médicos ao sistema público de saúde. “Não acreditamos no Governo, no Presidente Maduro”, disse aos jornalistas o secretário executivo da Federação de Trabalhadores da Saúde (Fetrasalud), Pablo Zambrano, queixando-se de que, apesar de estarem há quase um mês em protestos, “não houve nenhuma resposta” de parte do regime, “nem um diálogo que permita encontrar soluções”.
Alguns profissionais alertam que estão a ser pressionadas para terminar com os protestos, pela direção de centros hospitalares, e ameaçados de ser demitidos.
Por outro lado, nalgumas regiões do país registam-se também protestos de doentes, que exigem acesso a alguns tratamentos, entre elas em Maracay, no Estado venezuelano de Arágua (100 quilómetros a oeste de Caracas). Nessa localidade, dezenas de pessoas concentraram-se hoje com cartazes a pedir medicamentos e tratamento para a insuficiência renal (Lusa)
segunda-feira, julho 23, 2018
Venezuela: Médicos lusodescendentes criam rede para portugueses em cinco regiões
A Associação de Médicos Luso-venezuelanos, Assomeluve, vai pôr em marcha,
uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de
saúde dos portugueses. O projecto, que conta com o apoio do Governo português,
da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, pretende ainda
encontrar soluções para a crise, num país onde faltam frequentemente
medicamentos e bens alimentares de primeira necessidade. "A nossa missão é
estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e
prestar atenção médica geral e especializada", explicou à Lusa a porta-voz
da Assomeluve. Clara Maria Dias de Oliveira, gastrenterologista, precisou que o
projecto, que arranca esta segunda-feira, foi o resultado de um "estudo
muito minucioso" e vai começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito
Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e
Anzoátegui. "Temos conhecimento de que há muitos casos de portugueses em
necessidade extrema e que o projecto vai ter um impacto muito importante na
saúde deles", explicou. Além dos consulados, a própria comunidade lusa vai
ajudar para facilitar o acesso dos compatriotas à rede médica lusovenezuelana,
acrescentou. Por outro lado, o embaixador de Portugal em Caracas, Carlos de
Sousa Amaro, explicou à Lusa que está dado "o primeiro passo" para
começar a atender, em breve, "a comunidade portuguesa mais carenciada em
termos de apoio na área da saúde". Segundo o diplomata essa atenção
"é muito importante porque há pessoas que pura e simplesmente não se podem
dirigir aos hospitais; que precisam de ser ajudadas, que padecem de várias
doenças e que precisam de acompanhamento". "Nesta fase inicial vamos
ter cinco centros a que a embaixada está prestando todo o apoio possível a este
projecto, mas devo dizer que o grande mérito é de facto da Associação de
Médicos Lusovenezuelanos", disse. Segundo Carlos de Sousa Amaro este
"é um projecto único junto das comunidades portuguesas". "Mais
uma vez a comunidade portuguesa na Venezuela continua a destacar-se pela
solidariedade, apesar das grandes dificuldades que atravessam
actualmente", concluiu (Lusa)
Futebol: as razões e as ameaças do meu União
O União tem razão nos seus protestos. Já todos perceberam isso.
E portanto, se tem razão, tem que ir até ao fim do mundo defender os seus
direitos e a sua razão, doa a quem doer. O problema é que o futebol e a
política nos passam rasteiras. Neste caso é sabido que nem o facto de este
processo envolver Académico de Viseu e Sporting B (que entretanto decidiu
acabar com a sua equipa B pelo que ficou de fora de tudo) poderá ajudar essa
treta da chamada verdade desportiva quando valores mais altos e mais estranhos
se levantam.
Dizia-me ontem pessoa amiga - clubisticamente nada neutral mas
séria e amiga - que o União tinha dois problemas contra si, suficientemente
fortes para condicionarem ou manipularem qualquer decisão final sobre este
processo apesar das decisões contraditórias já conhecidas.
Segundo ele o primeiro grande obstáculo teve a ver com a subida
do Nacional - e ainda bem - à I Liga que deu à Madeira uma representação
reforçada, já que antes tinha apenas o Marítimo, mas que poderá ter enterrado o
União.
Isso, segundo esse meu amigo e conhecedor destes meandros,
poderia retirar espaço de manobra ao União na sua "guerra" pela
verdade desportiva a partir do momento em que o Santa Clara dos Açores cometeu
diversas ilegalidades, já comprovadas, mas que estão a ser rapidamente raladas
na Liga e noutros organismos, segundo parece.
O segundo aspecto, de acordo com esse meu amigo, não menos
importante tem a ver com a política versus futebol. Diz ele que depois da
Madeira ter duas equipas na I Liga dificilmente haverá quem - com o PS no poder
em Lisboa e Carlos César a “mandar” em São Bento - se meta com os Açores.
Lembram-se daquela célebre frase de Sócrates proferida há uns anos - "quem
se mete com o PS leva" – mas que parece ter todo o cabimento neste caso? Ou
seja, o problema reside em saber se haverá, mesmo que a verdade desportiva saia
manchada, a ousadia, diria antes a coragem e a dignidade, de beneficiarem a
legalidade e a verdade desportiva em detrimento da ilegalidade, da falsidade e
da manipulação e compadrio no futebol, o que não é de novidade, diga-se em
abono da verdade. Privar os Açores de uma equipa na I Liga, depois de anos de
ausência, será plausível?
De facto, reconheço que a conjugação destes dois factos atrás
descritos, a que se junta outro não menos importante, o de sabermos se Viseu
tem a força suficiente, desportiva e política, para lutar pelos seus direitos -
já que seria o Académico a subir de divisão em detrimento dos açorianos - serão
determinantes para o desfecho de um caso que poderá transformar-se num
escândalo, mais um, de ilegalidades...legalizadas porque o lobbismo
desportivo-político e outros interesses mais altos, entretanto falaram mais
alto que a teimosia e a razão de uma equipa insular despromovida ao Campeonato
de Portugal - antiga III Divisão - e uma cidade (Viseu) que é a capital de uma
região do interior e que durante décadas foi chamada de "cavaquistão"
por razões facilmente perceptíveis...
Sublinhe-se que em consequência deste processo o União já foi
prejudicado pois perdeu o patrocínio do museu CR7 -nas suas camisolas com tudo
o que isso implicava - algo que provavelmente o Nacional se prepara para tentar
chamar a si, e bem (LFM)
As contradições da democracia portuguesa, os partidos diabolizados e a banca “lavadinha”
A
democracia portuguesa tem destas coisas. Sabe-se que o nível de agastamento
popular relativamente a qualquer fato em concreto, depende da amplitude
noticiosa que os média propiciam ao
tema e da sistemática repetição informativa que o mesmo é objecto. Dou-vos um
exemplo que em situações normais qualquer um consideraria ser revelador da
hipocrisia mas idiota que por aí anda, muitas vezes trasvestida ou de
“justiceiros” do regime ou “moralizadores” da política.
Há
dias ficamos a saber que:
- os
partidos políticos, que considero peças essenciais de qualquer democracia,
apesar dos seus defeitos e virtudes, devem cerca de 50 milhões de euros,
particularmente à banca;
- que
só em 2017 o Estado gastou mais de 800 milhões de euros com bancos falidos;
- que
o Estado paga mais a ex-directores do falido BPN (que nos custou já mais de 10
mil milhões de euros), contratados por uma espécie de empresa pública, do que
ao Presidente da República (dois antigos responsáveis do núcleo duro de José
Oliveira Costa, do BPN, recebem todos os meses um salário mensal em torno dos
12.600 euros, mais 5.900 euros do que aufere o Presidente da República, conclusão
retirada da auditoria da Inspecção-Geral das Finanças (IGF) à Parvalorem,
empresa pública que ainda gere cerca de 3.000 milhões de euros de activos
tóxicos do antigo Banco Português de Negócios (BPN).
O que
aconteceu? Imediatamente as redes sociais albergaram, como é habitual, os
moralistas da treta do costume, que acham que os partidos não devem ser
financiados pelo Estado. Por um lado exigem isso, mas por outro criticam os
partidos por dependerem de apoios privados ou alegadamente serem perigosamente
financiados por grupos económicos (claro que sobre isto “ladram” os paridos que
não valem rigorosamente nada, que não são nem nunca serão partidos de poder que
não têm qualquer peso social e político digno de algum destaque e que, se
outros não dizem por vergonha, eu digo-o claramente, não fazem falta nenhuma ao
sistema partidário nacional).
Sempre disse, escrevi e reafirmo: prefiro que
o Estado financie os partidos em valores razoáveis, como acontece (e sempre
aconteceu) do que ter partidos marionetes de grupos económicos ou dirigentes de
partidos que, por causa disso, não passam de sopeiros de interesses e grupos
económicos, sopeirismo esse que ninguém detecta (veja-se o que se passa com o
ex-ministro Manuel Pinho e o antigo grupo BES, caso que eu desconfio que ainda
vai dar muito que falar, depois de investigado pela justiça, e vai mostrar
muita podridão em muitos patamares da política portuguesa, incluindo alguns que
reclamam uma “castidade” que dá vontade de rir).
Ainda
recentemente ficamos a saber que o Estado já meteu nos bancos, sem retorno,
mais de 9 mil milhões de euros pagos não pelos vizinhos do lado mas por todos
nós. É sabido que cerca de 15 a 18 mil dos 90 milhões de euros que nos foram
emprestados pela troika na crise de 2011 (e que com juros e comissões nos
custarão mais de 115 mil milhões de euros) foram consignados exclusivamente
bancos, porque o sistema financeiro nessa altura estava a cair de podre e as
falências dos bancos era uma ameaça real que foi sustida pelo menos na dimensão
que inicialmente todos temiam. Estamos a falar de milhares de milhões de euros
pagos pelos portugueses…
O que
é curioso é que, quanto a isso as mesmas redes sociais remetem-se ao silêncio
criminoso e patético, ninguém vê nenhuma irritação popular e os próprios média
viram a cara para o lado dedicando pouca atenção e pouco espaço ao tema, até
porque os interesses publicitários - e não só - envolvendo a banca são enormes,
a que se juntam passivos que ficam adormecidos com o beneplácito das
instituições de crédito que obviamente reagiriam de outra forma se este tema
fosse colocado todos os dias na agenda mediática.
É
mais fácil, de facto muito mais fácil falar dos partidos, atacar os partidos,
criticar a dúvida dos partidos, do que falar num sector - a banca – que é um
covil sem fundo de gastos, de patifarias de corrupção, de compadrios com a
política, de esquemas mafiosos que nem a justiça consegue desvendar com a
celeridade que todos desejavam.
Por
isso, quando sou confrontado com as críticas aos partidos, acho que apenas uma
das duas hipóteses se colocam: ou são pessoas que sabem que quanto mais fracos
e dependentes os partidos – que devem obedecer a regras financeiras claras e
não se transformar numa bandalheira sem rei nem roque, apesar do aumento da
fiscalização nos últimos anos - melhor porque a democracia e as instituições
democráticas ficam mais fragilizadas e desacreditadas, ou são apenas grupos de
bisca transformados em partidozecos insignificantes, sem sede, sem dirigentes,
sem militantes, sem organização, sem nada, que vivem em função eleitoralmente
do espaço que ganham nos meios de comunicação social. Alguns de tão moralistas
foram que até se esqueceram de formalizar obrigações legais que levaram à sua
extinção pouco dignificante. Mas andaram anos a criticar outros, quais
moralistas da treta. O costume. Outros desapareceram do mapa levados pelo vento
do tempo e porque não fizeram falta a ninguém. É este o debate que realmente
interessa e importa? O problema são os cerca de 50 milhões de euros que os principais
partidos políticos devem, não esta patifaria associada à banca. Não me lixem
por favor e mudem a trampa do disco que está gasto! (LFM)
sábado, julho 21, 2018
Como o país não melhorou em dois aspetos fundamentais para os trabalhadores: salários e vínculos estáveis
Desde o auge da crise, no primeiro trimestre
de 2013, Portugal reduziu o desemprego em mais de 8%. Mas que tipo de empregos
criou? Com que vínculos contratuais e com que salários trabalham os
portugueses? O mundo da precariedade explicado em dois minutos e 59 segundos (Expresso)
Quem controla o que é visto no Facebook?
Uma investigação a um dos maiores centros de
controlo de conteúdo no Facebook revelou o método obscuro pelo qual as
publicações são eliminadas da plataforma. Violência infantil não é apagada.
Religião: Estátua de Virgem Maria está a atrair milhares de pessoas
Desde domingo de Pentecostes, 20 de maio em
2018, a Igreja em Las Cruces, no Novo México (EUA), tem atraído milhares de
visitantes e especialistas devido à estátua de Virgem Maria, com mais de dois
metros de altura, que está a “chorar”, segundo o The Washington Post. A
estátua, que é oca, conhecida como Nossa Senhora de Guadalupe, na localidade,
está a verter “lágrimas” compostas por azeite e perfume, segundo um
investigador, um líquido usado quando as pessoas se benzem. O resultado foi
concluído depois dos investigadores terem recolhido amostras do líquido. Este
fenómeno tem vindo a atrair muitas pessoas desde 20 de maio e, segundo um dos
responsáveis da igreja, é inesperado. “Não acreditamos que o óleo do crisma
fosse levado da igreja e usado para adulterar a estátua. Não temos uma
explicação para isto”, disse Jim Winder. “Honestamente, é o mais importante. O
fenómeno tem levado as pessoas a ficarem mais próximas de Deus”, confessa o
mesmo responsável. “Se isto não tem mão humana, só restam duas razões possíveis
– o Diabo e Deus. Tudo o que podemos dizer neste momento é o que não é”,
concluiu Winder. O bispo local Oscar Cantu, explicou à Fox News: ”não há nada
no interior que não devesse estar lá, a não ser teias de aranha” (Sol)
Interesse de estrangeiros na Madeira continua a aumentar
Depois de ter sido considerado, pela quinta vez, o melhor destino
insular da Europa, a Madeira continua na mira dos turistas e está empenhada em
diversificar oferta. Os resultados são claros: o interesse pela Madeira tem
estado a crescer nos principais mercados turísticos do arquipélago. Segundo um
estudo conjunto entre a Associação de Promoção da Madeira (AP-Madeira) e a
Bloom Consulting Portugal, no Reino Unido o interesse por este destino cresceu
17%. Alemanha (30%), França (19%), Suécia (18%) e Dinamarca (11%) também
revelam um aumento de interesse pela Madeira, o que reflete a evolução positiva
da notoriedade deste arquipélago, segundo Filipe Roquette, diretor-geral da
consultora. Os resultados deste inquérito foram apresentados esta quarta-feira,
4 de julho, durante um evento privado no Funchal.
Robots e uma impressora gigante para construir edifícios
O arquiteto Matthias Kohler acredita que este
é o primeiro passo na direção de uma nova forma de entender a arquitetura:
"Estamos a estudar como a construção evolui usando técnicas digitais e
como isso se transfere para o desenho da arquitetura." Um dos símbolos
mais conhecidos de Zurique é a Grossmunster ou a Grande Catedral. Um edifício
emblemático que se ergue, segundo dizem, no lugar em que o imperador Carlos
Magno descobriu os túmulos de Santa Régula, São Félix e Santo Exuperâncio, os
três mártires patronos da cidade suíça. Edifício de grande relevância na
história religiosa da cidade, a Grossmunster começou a ser construída em 1100 e
foi concluída em 1210. A pouco mais de dez quilómetros desta joia do românico,
está a ser construída a casa DFAB, uma casa que com o tempo também se poderá
tornar uma referência. Talvez no futuro as suas linhas estéticas não apareçam
nos guias turísticos da cidade, mas não há dúvida que a sua relevância
tecnológica merece ser levada em conta. Esta proposta da Universidade de
Zurique é a primeira casa da história a ser projetada, planeada e construída
usando principalmente meios digitais que incluem a maior impressora 3D do mundo
e vários braços robótico.
domingo, julho 08, 2018
Bruxelas quer saber se ajudas à Madeira resultaram na criação de emprego
A Comissão Europeia vai investigar as isenções fiscais concedidas pelas autoridades portuguesas a empresas na zona franca da Madeira, e quer saber se as ajudas resultaram na criação de emprego.
Itália: "Quando chega Ronaldo?"
É esta a pergunta que toda a gente faz em Turim. A transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus continua por confirmar. Os dias passam e os adeptos da Juventus começam a ficar impacientes.
Real Madrid exige que Ronaldo diga publicamente que quer sair
Continua a novela à volta da ida de Cristiano Ronaldo para a Juventus. Os jornais espanhóis dizem este sábado que o Real Madrid só aceita a saída por um valor próximo de 100 milhões de euros se o jogador disser publicamente que quer sair. Os adeptos merengues esperam ansiosamente pelo próximo capítulo.
Comissão dá início a uma investigação aprofundada às isenções fiscais a empresas na Zona Franca da Madeira
A Comissão deu início a uma investigação aprofundada para verificar se
Portugal aplicou à Zona Franca da Madeira o regime de auxílios com finalidade
regional em conformidade com as decisões da Comissão de 2007 e de 2013 que o
aprovam. A Comissão receia que as isenções fiscais que Portugal concede às
empresas estabelecidas na Zona Franca da Madeira não estejam em conformidade
com as decisões da Comissão e as regras aplicáveis aos auxílios estatais. A Comissária Margrethe Vestager, responsável pela política da
concorrência, declarou: «As nossas regras em matéria de auxílios regionais são
particularmente flexíveis quando se trata de apoiar as regiões ultraperiféricas
da UE, incluindo a Madeira. No âmbito destas regras, os auxílios fiscais só
podem ser concedidos se contribuírem efetivamente para gerar atividade
económica e emprego na região assistida. Iremos agora analisar se Portugal tem
aplicado corretamente o regime de auxílios fiscais da Zona Franca da Madeira,
que foi aprovado pela Comissão».
Vergonhoso num país de merda: Parvalorem paga meio milhão de euros em prémios de antiguidade a antigos elementos da equipa de Oliveira e Costa
A Parvalorem, empresa que gere os ativos tóxicos do antigo BPN, deu prémios de antiguidade no valor de meio milhão de euros a cargos de topo, no ano passado.Alguns desses responsáveis faziam parte da antiga equipa de Oliveira e Costa no Banco Português de Negócios. O problema é que os salários mais baixos não foram atualizados.
TAP revela o seu novo avião A330-900neo
É um primeiro de uma encomenda de 14 novos aviões, deste modelo, com que
a TAP se vai equipar para crescer. É mais eficiente e, segundo a companhia,
mais inovador no design e mais confortável para os passageiros. Veja aqui as
primeiras imagens do novo avião
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Pulido Valente arrasa Marcelo e Rio e diz que "Geringonça" vai provocar uma cisão no PS
Vasco Pulido Valente volta a destilar acidez sobre os
políticos portugueses. Numa entrevista à SIC na semana em que lança um novo
livro, o antigo colunista do semanário Independente diz que a atuação de
Marcelo Rebelo de Sousa parece parte dum filme ou de um programa de comédia,
Rui Rio é uma nulidade política a avançar triunfantemente num beco sem saída e
com António Costa está a conduzir o PS a uma cisão. Pulido Valente fala ainda
da seleção nacional, do Mundial e de Bruno de Carvalho.
Portugal é o principal destino dos jogadores brasileiros de futebol
O principal canal migratório dos atletas
brasileiros tem Portugal como destino. É, por isso, natural que entre os cinco
futebolistas brasileiros mais valiosos da atualidade surja um que tenha jogado
em Portugal. Trata-se de Casemiro, que jogou no FC Porto em 2014/15. Em maio, o
CIES - Observatório do Futebol identificou 12.425 futebolistas expatriados. O
Brasil é a principal força laboral a nível mundial, por ser a proveniência mais
representada entre expatriados. Quanto a portugueses, Inglaterra é o principal
destino (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico com a devida vénia)
Álcool: quanto pagam os europeus em impostos ao consumo
Segundo um estudo recente a que o JE teve acesso,
Portugal é dos 14 países da União Europeia sem impostos ou taxas sobre o
consumo de vinho (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico com a devida
vénia)
Mundial2018: quem equipa quem no campeonato das marcas desportivas
O Mundial representa um desafio para as
principais marcas desportivas no que a equipamentos e acessórios diz respeito.
Adidas e Nike dividem o título do comércio mundial desportivo. Cada uma veste
três campeãs do mundo (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico com a
devida vénia)
Mundial 2018: os milhões que as seleções vão ganhar por cada fase do torneio
A FIFA tem mais de 340 milhões de euros para
atribuir a cada seleção participante no Campeonato do Mundo de 2018, dependendo
da respetiva classificação. Caso Portugal conquiste o Mundial, a Federação
Portuguesa de Futebol amealha, só em prémios de classificação, um total de pelo
menos 63,5 milhões de euros (infografia de Mário Malhão, Jornal Económico com a
devida vénia)
Comprar ou arrendar? A geografia de uma decisão difícil
Em tempo de boom imobiliário, os encargos com a
habitação tornaram-se numa das principais preocupações financeiras para as
famílias, especialmente nas grandes cidades, criando um dilema difícil de
resolver - comprar ou arrendar (infografia de Mário Malhão e Shrikesh Laxmidas,
Jornal Económico com a devida vénia)
Venezuela: Trump chegou a questionar conselheiros sobre eventual invasão militar
Durante uma breve troca de palavras, que durou
cerca de cinco minutos, responsáveis presentes numa reunião tentaram explicar a
Donald Trump as consequências graves de uma eventual ação militar norte-americana
na Venezuela. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou, em
agosto passado, os seus principais conselheiros se a solução para lidar com a
instabilidade política na Venezuela poderia passar por uma eventual invasão
militar, revelou a agência Associated Press. Segundo a agência noticiosa
norte-americana, Trump fez a pergunta no fim de uma reunião na Sala Oval
(gabinete presidencial na Casa Branca) que tinha sido marcada para discutir as
sanções contra a Venezuela, país liderado por Nicolás Maduro desde 2013 e que
atravessa uma grave crise económica, social e humanitária.
Reclamações disparam no transporte aéreo
O número de reclamações dos passageiros do
transporte aéreo aumentou 35% em 2017, ultrapassando as 10.900. Os principais
motivos apresentados ao regulador da aviação civil prendem-se com atrasos e
cancelamentos de voos, que geraram mais de 4.600 queixas.
Madeira pone freno a la lluvia
El País viaja a Madeira para comprobar cómo y en qué se invierte el dinero de los fondos comunitarios entregados después de las catástrofes naturales (Publicado a 22/06/2018)
Venezuelanos protestam contra baixos salários e falta de produtos básicos e medicamentos
Os venezuelanos protestaram em várias regiões do país, contra os baixos salários, a cada vez mais frequente falta de água, de luz, a escassez de alimentos e medicamentos e contra o aumento do preço dos transportes. A estes protestos juntaram-se os enfermeiros, que fizeram greve em 26 centros hospitalares venezuelanos, segundo relatou a presidente do Colégio de Enfermeiros do Distrito Capital, Ana Rosário.
quinta-feira, junho 28, 2018
A lição de História que Marcelo deu a Trump (que envolve vinho da Madeira)
Presidentes português e norte-americano deram conferência de imprensa conjunta que acabou com trocas de impressões sobre o inevitável Ronaldo e com Marcelo a explicar o que distingue Portugal dos Estados Unidos
Opinião: como não gosto de pontas soltas nem de moralismos
Vamos lá a
ver se nos entendemos porque não gosto nem de deixar pontas soltas, nem recebo
lições seja de quem for. Muito menos na política e na coerência que a política
exige.
1. Sou um
parlamentarista a 1.000%, defendo o parlamento como epicentro da democracia.
2. A ALRAM
é o epicentro da política madeirense e mesmo quando foi secundarizado, por
razões que não vou agora transportar para aqui - e as culpas disso não são
imputáveis a apenas um dos lados da bipolarização muito regional que incomodou
muita gente (a mim nada) menos a um dos seus protagonistas, já que culpados
houve e muitos e em todos os quadrantes - nunca deixei de pensar como continuo
a pensar, lamentando tudo o que se passou em seu desabono.
3. Já
agora, fui um crítico confesso e assumido da palhaçada populista promovida por
alguns iluminados da política doméstica a propósito do financiamento dos
partidos. Alguns iluminados chegaram a preconizar até remédios ainda piores. Eu
até percebo as intenções subjacentes a tudo isso, mas não vou dizer agora,
porque teria de explicar ligações, dependências face a grupos empresariais,
etc. Portanto, considero patético o que foi feito aos partidos na Madeira sem
que lhes fosse dado tempo para que encontrassem soluções que não colocassem em
perigo o cumprimento das suas obrigações e acções constitucionais. Hoje temos
partidos longe das pessoas, cada vez mais distantes da sociedade, a braço com
abstenções vergonhosas que questionam a representatividade dos eleitos,
partidos sem recursos para fazerem face às actividades que deviam estar
obrigados a desenvolver. Tal como temos grupinhos insignificantes que se
limitam a sobreviver para arrecadarem dinheiro que pague pelo menos as despesas
essenciais, grupinhos esses que nunca saem da toca que não contactam com as
pessoas no terreno, que vivem para os jornais e televisões, que não tem
militantes, nem organismos dirigentes constituídos, nem estruturas estatutários
funcionais, etc. Obviamente que esses grupinhos não precisam de recursos porque
valem o que valem, apenas uma parcela residual e diminuta. E lamento que os
partidos com maiores responsabilidades estejam cada vez mais fora do terreno
porque ficaram privados de recursos essenciais para desenvolverem actividades
que, repito, deviam ser obrigados a concretizar fora dos períodos eleitorais.
4. Quanto
ao que escrevi sobre as TAP, retomando o assunto, e uma iniciativa do PSD de
constituição de uma comissão parlamentar de inquérito, mantenho tudo o que
escrevi. Não retiro uma vírgula que seja. Se as pessoas entendem de forma
deficiente, lamento mas o problema é delas. Se são tendenciosas, então o
problema transcende-me.
5. Os
madeirenses sabem o que se passa com a TAP, não precisam dos partidos para lhes
explicarem o que se passa. Aliás, basta olhar para o aumento da abstenção -
recorde em 2015 - e para os últimos resultados eleitorais de certos partidos
para se perceber que os eleitores prescindem dos moralismos e de populismos
oportunistas de alguns políticos, muito menos se assentes apenas numa guerra
surda por disputas mediáticas que tem a comunicação social como epicentro dos
objectivos.
6. A
proposta de constituição de comissões de inquérito é um direito legítimo dos
partidos políticos regionais, que nem discuto. Nada disso está em causa nem e
alguma vez coloquei isso em causa. Podemos questionar sim, e com legitimidade,
a eficácia em termos concretos, dessas comissões de inquérito que regra geral
funcionam em função de jogos partidários e cujas conclusões estão sempre longe
- como voltarão a estar - de consensos. Aliás no caso da ALRAM, e nesta
Legislatura, quantas das comissões de inquérito apresentaram conclusões
totalmente consensuais? Isso ajuda alguma coisa, contribui para a felicidade
das pessoas, ajuda a esclarecer a verdade?
7. O que eu
questionei - e mantenho - é se no caso da TAP, uma comissão de inquérito com
uma amplitude limitada, a funcionar no quadro da ALRAM apenas (estamos a falar
de uma empresa pública nacional com capitais maioritariamente detidos pelo
Estado mas que é sui generis no seu funcionamento e na farsa da reversão da
privatização estranha e apressada promovida por Passos e Portas, e na qual a
RAM não tem qualquer intervenção, ao contrário do que acontece com a SATA nos
Açores e com o Governo Regional local, a ser constituída a 30 dias das férias
parlamentares, será uma iniciativa eficaz. Os autores podem dizer que sim e
respeito isso porque cada um tem a liberdade de pensar o que entender. Eu tenho
experiência diária de parlamento, do seu funcionamento, se quiserem das
catacumbas ao topo da pirâmide de quase 30 anos, quer como jornalista, quer
depois dentro da instituição. Foi por isso que questionei - e não percebo
certas irritações... - se a iniciativa não poderia ter sido feita em primeiro
lugar na Assembleia da República, por proposta dos deputados do PSD-M junto do
seu grupo parlamentar. Porquê? Porque se o problema é o mediatismo
provavelmente em São Bento ele seria maior e ultrapassaria a banalização de um
debate regional que poderá correr o risco de não trazer nada de novo aos
cidadãos, porque quanto a nada resolver de concreto, disso tenho a certeza
quase absoluta.
8. Alias,
quando sugeri que fossem os deputados do PSD-M a desencadearem essa proposta
ela tinha propósitos políticos que nem foram entendidos. Não tenho culpa.
Em primeiro
lugar, porque ajudaria a perceber o posicionamento do PSD nacional nesta
matéria, sobre o qual tenho muitas dúvidas, dados os interesses que se cruzam a
começar pelos nomeados para funções na própria TAP, relações privilegiadas
entre a companhia e o aeroporto do Porto e as operações aéreas com o norte,
etc.
Em segundo
lugar, porque era um desafio à geringonça que se recusassem perderiam o pio aos
olhos dos cidadãos e facilmente seriam acusados de não estarem interessados em
debater no local próprio um problema que
diz respeito ao país e penaliza fortemente uma região em concreto, região
insular e turística.
9. Digam-me
uma coisa sff: algum deputado regional sabe quantos voos para a Madeira foram
cancelados em 2017 pela TAP e demais operadores privados low cost e quantos
passageiros foram afectados? Quantos desses cancelamentos estiveram associados
as condições meteorológicas limitativas da operacionalidade no aeroporto
madeirense e quantas se ficou a dever a razões operacionais que nunca são
devidamente desvendadas? O mesmo pergunto relativamente a 2018. E acrescento:
quais as responsabilidades que o hiper-congestionado aeroporto de Lisboa tem
tido nos atrasos de muitos voos de Lisboa para o Funchal sem que, neste caso, a
responsabilidade possa ser imputada às companhias aéreas? Por que razão, caso
tenham esses dados, esses valores não foram revelados no parlamento, de forma
clara e verdadeira, não com generalizações ou chavões conhecidos e pouco
credíveis?
10. Acham
que precisamos lembrar o que foi a farsa política da reversão da privatização e
o que isso significou em termos de garantia de poder ao PS? Essa reversão teve
ou não a ver com pressões sindicais e com a necessidade de ser mantido um pé
influente, pelo PCP e Bloco, na empresa? Já leram com olhos de ver, o relatório
divulgado pelo Tribunal de Contas sobre a "Auditoria à reprivatização e
recompra da TAP"? Acham que é preciso lembrar que a TAP teve 100 milhões
de euros de lucros em 2017 e que o novo presidente da empresa - mais um
brasileiro - já defendeu que para a TAP sobreviver precisa de multiplicar esse
lucro por sete vezes?
Fiquemos
por aqui (LFM)
sexta-feira, junho 08, 2018
Eleições antecipadas? Só podem estar a gozar
Li na imprensa que existe uma teoria - que garantem estar a ganhar força no PSD-M e no Governo Regional, provavelmente num restrito número de pessoas que gostaria saber quem são - que aponta para a hipótese de antecipar o calendário eleitoral regional de 2019, com base em argumentos absolutamente ridículos.
Acho patético, respeitando contudo quem acha que se pode construir uma casa a partir do telhado e não das estruturas.
Em 2007 fui um defensor assumido - está escrito no "pravda" jardinista como era catalogado o JM - da antecipação das eleições regionais não por capricho, por recear fosse o que fosse, mas porque entendia - depois de consumada a vergonhosa e sectária alteração da lei de finanças regionais para uma versão que todos nos lembramos e das intenções políticas subjacentes a este processo legislativo - que o poder regional precisava de ser relegitimado perante o poder central em Lisboa.
Existiam aqui várias motivações conjugadas que determinavam que a antecipação de eleições regionais fosse uma solução, independentemente de não se saber na altura - havia uma previsão, digamos assim, pouco sustentada - qual a dimensão da insatisfação popular decorrente do impacto da alteração dessa lei das finanças regionais e do seu impacto na vida dos Madeirenses.
O que veio a acontecer, e com os resultados conhecidos, foi que a opinião pública madeirense, alertada e informada para o que acontecera em Lisboa, indignou-se, revoltou-se, acabando o PSD regional por obter o seu o melhor resultado eleitoral de sempre - ao invés o PS sofreu uma desastrosa derrota devido à colagem ao poder central socialista e ao incómodo que a alteração da lei de finanças regionais reconhecidamente causava na vida das pessoas e na Madeira em concreto, mas que publicamente não era assumido de forma inequívoca pelos socialistas locais por causa da solidariedade partidária e institucional com o governo de Sócrates.
Esqueçam os pensadores que por aí andam que 2007 não se repete mais. E razões várias existem, umas externas, à própria Região, outras internas - quais delas as piores.... - a começar pelo próprio PSD regional que precisa de estabilidade e de reganhar convicções, não apenas quando se chega ao processo de elaboração de listas de candidatos. Esconder, desvalorizar ou minimizar esta realidade é uma tremenda e perigosa desonestidade política e intelectual que nem a perda de tempo a discutir o sexo dos anjos atenua. Ponto
O calendário eleitoral de 2019 será complicado para todos.
Boa notícia: Obras no Hospital dos Marmeleiros
O Serviço de Saúde da RAM informou hoje no Funchal que toda a área do estacionamento do Hospital dos Marmeleiros vai estar condicionada a partir do dia 11 de junho de 2018, devido ao início das obras de reabilitação daquela unidade hospitalar. A obra orçada, em cerca de um milhão de euros, inicia-se com a reabilitação exterior e deve estar terminada em Fevereiro do próximo ano. Nesta fase dos trabalhos será feita a recuperação e substituição da cobertura em telha, incluindo a estrutura de suporte e a reposição de impermeabilizações e caleiras, assim como de pintura de todas as fachadas exteriores e a substituição dos vãos de madeira (nas janelas) existentes por vãos de alumínio, de modo a proporcionar não só melhor conforto térmico e acústico, como também maior segurança, dada a altura do edifício, com a colocação de limitadores de abertura. O Serviço de Saúde da Madeira lamenta os constrangimentos causados pelo inicio destas obras, principalmente junto dos utentes, profissionais de saúde e visitantes, mas relembra a importância desta intervenção em prol da segurança e do conforto de todos aqueles que diariamente circulam no Hospital dos Marmeleiros. Garante o SESARAM que tudo será feito para minimizar os efeitos causados por esta intervenção. O SESARAM e a empresa, responsável por esta obra, acordaram a realização de paragens regulares durante os trabalhos reduzindo assim os períodos longos de ruído. Concluído esta fase dos trabalhos dar-se-á inicio à reabilitação do interior da unidade hospitalar, com uma intervenção mais profunda e direta nas enfermarias e corredores internos.
quinta-feira, junho 07, 2018
Assim não vão lá!
Quando vejo certas notícias - desconhecendo se são verdadeiras ou se se trata apenas de mera especulação - começo a interrogar-me sobre se as pessoas não entendem que a política do sofá, dos comunicados a pataco e das redes sociais nem para limpar o... serve!
No fundo - e poderia apontar muitas situações concretas - mais importante do que essas palhaçadas há que olhar para a realidade terrena, ouvir as pessoas, estar com elas, sem pressas e sem incómodos ou atitudes que revelem desprezo e irritação, há que reencontrar e remobilizar pessoas que foram afastadas nas freguesias e nos concelhos só porque alegadamente eram "jardinistas" - como se isso fosse um crime ou lhes fosse imposto um carimbo como nos campos de concentração nazis para diferenciar os judeus das outras pessoas - tudo isto para que uma certa casta de emergentes apressados novatos chegasse ao poder, atropelando tudo e todos se necessário fosse, distorcendo ou manipulando nos pequenos círculos onde residem, como se fossem eles o novo centro do mundo naquele seu quintalinho ou lhes tivessem entregue as chaves da re....
Nota: o jornalismo sem espinha dorsal e BdC
A verdade é que olhando ao estado caótico, de quase falência generalizada, dos média nacionais, de dependência de fretes e de contratos publicitários, de shares ou de tiragens, é natural que este jornalismo conspurcado, patético e sem integridade continue a dar este triste espectáculo quando há muito devia ter colocado BdC na ordem de forma exemplar até para casos futuros que possam estimular comportamentos idênticos por parte deste clube ou de outros (LFM)
segunda-feira, junho 04, 2018
Opinião: Justa e devida. Ponto!
A Assembleia Legislativa da Madeira atribuiu a Alberto João Jardim da mais alta condecoração regional, antes atribuída aos ex-presidentes do Governo Regional e da Assembleia Regional, Ornelas Camacho e Emanuel Rodrigues, ao ex-Bispo do Funchal, D. Francisco Santana e a Cristiano Ronaldo.
Pelo que li, os momentos de contestação parlamentar à decisão, sobretudo da parte de alguns sectores minoritários da oposição - lembro que a proposta foi do Governo Regional - estiveram relacionados com a atitude política que o ex-Presidente do Governo Regional da Madeira assumiu relativamente ao parlamento regional - reconheço que os executivos de Jardim, por instruções políticas concretas, nunca se revelaram muito disponíveis para estar presentes no plenário do parlamento com a regularidade pretendida, situação que se agravou devido ao facto de todos os debates ali realizados depois de 2007, acabarem marcados, regra geral, por episódios verdadeiramente absurdos e por inenarráveis declarações proferidas num contexto parlamentar que se radicalizou, e muito - e pelo facto de ter proferido num determinado momento a tal frase assassina, marcada por adjectivação excessiva independentemente de não ter pretendido generalizar a todos os partidos e deputados as acusações feitas.
D. António Marto: “A reforma da Igreja tem aspetos dolorosos que temos de enfrentar”
O
novo cardeal português, D. António Marto, assume que "a reforma da Igreja
proposta pelo Papa Francisco tem aspetos dolorosos", mas os problemas têm
de ser enfrentados. "Não podemos fazer uma política de avestruz", diz
numa entrevista conjunta Expresso e Rádio Renascença, que é publicada na
revista E do Expresso este sábado e emitida na antena da Renascença. D. António
Marto acredita que "o grande povo católico está em sintonia" com a
proposta reformista do Papa e fala ainda dos desafios que o esperam no
Vaticano, a partir do final deste mês.
Caos no Aeroporto de Lisboa. TAP faz apelo
O
Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, está sobrelotado. Os passageiros têm de
esperar várias horas para o controlo de passaportes, para a recolha de bagagem
e agora já nem as zonas de saída do aeroporto escapam às grandes filas. O
empresário David Neeleman diz que não é possível esperar mais tempo por um novo
aeroporto na capital.
Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela manda libertar 39 presos políticos
O
Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ) mandatou diferentes tribunais
venezuelanos para outorgarem "benefícios processuais" e libertarem 39
cidadãos que a oposição classifica como presos políticos. "O
poder judicial venezuelano, encabelado pelo presidente do STJ, o magistrado
Maikel Moreno, através dos tribunais judiciais do país, ditou hoje uma série de
decisões, entre elas benefícios processuais para um grupo de cidadãos
processados e condenados pela alegada comissão de delitos tipificados e
sancionados nas leis venezuelanas", explica aquele organismo, em
comunicado.
Repórter TVI: “É como se a mãe descesse à terra”
De
norte a sul, não há vila, freguesia e até lugar que não contemple e festeje a
sua imagem religiosa, santa ou santo da terra, uma vez por ano. A grande
maioria das vezes, faz-se a festa apenas para cumprir uma tradição, que não não
sabe de onde vem. É certo que a fé e a devoção não se explicam, mas vivem-se de
formas diferentes em muitos lugares deste país católico. Esta celebração da Mãe
Soberana, em Loulé, é diferente! Não é uma obrigação à Nossa Senhora, tem pouco
de tristeza, arrasta multidões e é mais do que um ritual católico que se cumpre
uma vez por ano. Aqui a fé é um querer de um povo na figura máxima do concelho.
É uma questão de pertença, que por acaso, tem estado lado a lado com a igreja
católica. A Mãe Soberana é fé e muito da identidade deste povo! “É Como Se a
Mãe Descesse à Terra” é uma Grande Reportagem da jornalista da TVI24, Catarina Canelas,
com imagem de João Franco, Tiago Donato e Rodrigo Cortegiano e edição de imagem
de João Pedro Ferreira (TVI24)
Costa afirma que carga fiscal vai manter-se no essencial nos próximos anos...
O
primeiro-ministro afirmou que haverá estabilidade no quadro fiscal nos próximos
anos, defendendo que "o essencial da redução" já foi
"consolidado" pelo Governo. O primeiro-ministro afirmou que
haverá estabilidade no quadro fiscal nos próximos anos, defendendo que “o
essencial da redução” já foi “consolidado” pelo Governo e que o principal
desafio do país é a redução da dívida. Esta posição foi transmitida por António
Costa no final de um almoço/conferência promovido pela Associação de Amizade
Portugal Estados Unidos (realizado em Lisboa), na sequência de uma pergunta
formulada pelo empresário e ex-presidente do Sporting Godinho Lopes.
Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira a Alberto João Jardim
O Presidente da Assembleia Legislativa, Tranquada Gomes, procedeu à imposição da Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira, a Alberto João Jardim, em Ato Solene que se realizou hoje no Salão Nobre do parlamento regional. A solenidade decorreu com a presença de altas entidades, designadamente o Presidente do Governo Regional e o Representante da República. Declarada aberta a Cerimónia de Atribuição da Medalha de Mérito da Região, o presidente deste órgão legislativo fez uma intervenção, sublinhando que Alberto João Jardim deixou uma "obra notável, reconhecida por apoiantes e adversários, governantes nacionais e estrangeiros, só possível por ter sido capaz de mobilizar os madeirenses e porto-santenses em torno do objetivo comum de vencer os desafios da insularidade e da ultraperiferia", o que o antigo presidente do Governo Regional apelidou de "revolução tranquila".
Venezuela: "Foi-se": a satisfação de Maduro com a queda do Governo de Rajoy
O Presidente da Venezuela espera que o novo
Governo de Espanha possa abrir um novo capítulo nas relações entre os dois
países. Numa curta mensagem, Nicolás Maduro não escondeu a satisfação pela
saída de Mariano Rajoy.
O execrável Moreira (ex-PCP agora PS): pensamento dominante no novo albergue ou caso isolado?
Privilégios regionais
Na sua recente visita à Madeira, o primeiro-ministro assegurou o financiamento nacional de metade do investimento num novo hospital do Funchal, uma contribuição de mais de 150 milhões de euros. A um ano das eleições regionais madeirenses, a generosidade orçamental de Lisboa tem um óbvio significado político. Sucede, porém, que não existe nenhuma justificação para ela. O serviço nacional de saúde foi regionalizado na Madeira, tal como nos Açores, logo no início da instituição das regiões autónomas, no quadro da Constituição de 1976, pelo que passou a constituir uma responsabilidade regional. É para financiar os seus serviços que as regiões autónomas ficam com todas as receitas fiscais cobradas ou geradas no seu território, um fenómeno extremo de autonomia financeira.
Opinião: O erro (fatal?) do PCP...
Já toda a gente
percebeu que o PCP, usando a influência que por via da CGTP possui nalguns
sindicatos - função pública e transportes são as áreas privilegiadas e mais
queridas à estratégia desestabilizadora dos comunistas - cujas direções são
entregues a militantes e até dirigentes comunistas (veja-se o que aconteceu na
Autoeuropa quando o PCP perdeu influência alegadamente a favor do Bloco e as
reações que isso gerou...), tem usado o fenómeno grevista para morder o governo
da geringonça, melhor dizendo, para provocar e criar obstáculos ao PS e ao seu
governo.
Digamos que tivemos -
e sobretudo teve o PS - um PCP antes das autárquicas de 2017 e um PCP depois
das autárquicas de 2017, reduzido a menos de 500 mil votos e 9,5%.
Este fenómeno - que
foi sempre o principal problema dos comunistas, depois do acordo da geringonça,
por via do qual ficaram sem argumentos para influenciarem a contestação de rua
- veio a acentuar-se depois do desaire eleitoral do PCP nas autárquicas de 2017,
situação que os comunistas temem que se possa repetir em 2019 nas legislativas
nacionais.
O problema do PCP é que
está a desvalorizar algo que lhe pode ser fatal - eu creio que poderá ser mesmo
fatal em 2019 se não alterar esta postura perigosa - e que tem a ver com o
recurso sistemático a greves, muitas delas com alguma justificação, outras com
base em pretextos absolutamente patéticos, que acabam por prejudicar os
cidadãos em geral, irritando-os fortemente.
Se os socialistas,
nomeadamente o governo de Costa, conseguirem colar o PCP a estre fenómeno
grevista que deixa marcas de insatisfação junto dos cidadãos, tenho a certeza quase
absoluta que isso vai beneficiar os socialistas enquanto o PCP voltará a ser
penalizado em 2019.
Algo que o Bloco de
Esquerda sabe, que teme - as eleições autárquicas de 2017 foram catastróficas
(170 mil votos, 3,3%...), apesar do Bloco não ser um partido de poder local
(elegeu apenas 12 representantes em todas as Câmaras Municipais portuguesas…),
antes um partido parlamentar - e que por isso travou um pouco a contestação
agreste contra o governo socialista da geringonça, feita por tudo e por nada. Apesar
de insistir numa postura oportunista (protestar, reclamar, propor ou exigir por
tudo e por nada) de se colar a tudo o que seja contestação ao governo de Costa,
o Bloco teme uma excessiva colagem que tenha efeitos eleitorais. A postura do Bloco,
apesar de manter em linhas gerais o populismo para-eleitoralista do costume,
mudou um pouco, ao invés do PCP que agastado com as derrotas autárquicas a favor
do PS, tem vindo a intensificar a contundência do discurso e a alimentar, indiretamente,
a contestação na rua para dar aos olhos dos cidadãos uma imagem de um governo
socialista contestado. Algo que, muito fracamente, duvido que possa resultar em
mais-valia para os comunistas.
Recomendo por isso
cautela porque as pessoas estão cada vez mais atentas e percebem à distância,
as golpadas, os jogos duplos e o oportunismo de políticos e partidos sempre que
as eleições se aproximam (LFM)
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