Face a um corte repentino no salário ou aumentos inesperados nas despesas familiares, vemo-nos perante situações em que temos que aceder rapidamente a empréstimos pessoais. E, caso consiga fazer face às prestações mensais, é sempre uma opção benéfica para enfrentar qualquer eventualidade que possa surgir. Contudo, a situação piora quando as pessoas possuem o seu nome na lista negra do Banco de Portugal e não conseguem aceder a crédito. Aí muitas viram-se para métodos alternativos de financiamento e caem frequentemente no “conto do vigário”. Ainda recentemente o BdP identificou algumas pessoas coletivas e singulares não habilitadas a conceder crédito (empréstimos e “sale & leaseback“). No entanto, também aconselha boas práticas para quem não deseja ser “enganado” por fraudes financeiras na internet.
domingo, abril 29, 2018
Sistema político: Porque é que em Portugal ganham sempre os mesmos partidos?
Em Espanha, França ou Itália surgem novos partidos a desafiar os tradicionais e outrora hegemónicos, conseguindo até vencer eleições. Em Portugal, os principais partidos estão quase nas mesmas posições desde 1975. Porquê?
Na vizinha Espanha, dois novos partidos (o Podemos e o Cidadãos) quebraram o duopólio tradicional do Partido Popular (PP) e do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Nas eleições gerais de 2016 (convocadas por causa do insucesso em formar um Governo a partir dos resultados das eleições de 2015), a coligação Unidos Podemos (Podemos, Esquerda Unida e outros partidos de esquerda) obteve 71 deputados, a escassa distância do PSOE que conquistou 85, enquanto o Cidadãos ficou com 32. O PP venceu as eleições e totalizou 137 deputados, insuficiente para formar um Governo de maioria absoluta (necessitaria de 176, não bastando o eventual apoio do Cidadãos). Em suma, as Cortes Gerais estão mais fragmentadas do que nunca e os dois partidos emergentes tornaram-se peças incontornáveis para a constituição de maiorias parlamentares.
quinta-feira, abril 26, 2018
Aeroporto do Funchal: a política não manda nos ventos nem tem o direito de interferir em questões técnicas
Tenho seguido com justificada (e espero que compreensível) preocupação e interesse, todo este debate, que me parece demasiado acelerado e intoleravelmente politizado (quando é uma questão essencialmente técnica) em torno das matérias e polémicas relacionadas com a (in) operacionalidade do aeroporto do Funchal e com as ocorrências que, com alguma regularidade recente, têm acontecido nos últimos tempos, condicionando fortemente a utilização da pista madeirense com desejada tranquilidade e normalidade.
Sei - e digo-o já antes que me atirem isso à cara - que uma terra de turismo como a Madeira, que depende de factores exógenos que não controla, alguns deles de índole concorrencial bastante agressivos e dispendiosos (promoção) não pode continuar por muito mais tempo sujeita a uma repetição infindável de situações de inoperacionalidade, devido ao impacto negativo que daí resulta.
quarta-feira, abril 25, 2018
25 de Abril, ele foi o epicentro da revolução, o resto é conversa da treta
Quando falarem do 25 de Abril, quando asneirarem sobre o 25 de Abril, nunca e esqueçam deste homem - Salgueiro Maia - que raramente aparece nas histórias da carochinha que a indústria cinematográfica há 44 alimenta para fazer render as historietas, umas verídicas, outras alindadas ou mesmo inventadas do 25 de Abril. Maia foi o epicentro da revolução, não a revolução discutida nos gabinetes, mas a revolução que passou para a rua, a sua execução concreta no terreno (fotos de Eduardo Gageiro com a devida vénia)
25 de Abril e a hipocrisia e as tretas do costume ante a realidade 44 anos depois
Quando vamos assinalar o 44º aniversário do 25 de
Abril, é importante desmistificar de uma vez por todas estas tretas que se
repetem todos os anos, nas arenas políticas do costume, alindadas com muitos
cravos, com os partidos políticos a florearem os seus discursos - uns mais do
que outros - indiferentes ao país real que somos e recusando o facto de os
cidadãos olharem para aquilo e concluírem facilmente que tudo não passa de uma
treta para enganar ceguinhos.
Na politica, pelo menos nela, nada é por acaso...
Não quero fazer acusações nem insinuações. Mas sem comentar o essencial dos factos - porque espero pelo parecer da comissão de ética da Assembleia da República que vai confirmar a legalidade processual, embora outros tenham suscitado com alguma razoabilidade outros aspectos - julgo que, tal como aconteceu há dias com comunicado do PS-Madeira claramente a "morder " Carlos Pereira, ex-líder regional dos socialistas, esta notícia parece ser a resposta (montada por quem?) à deputada social-democrata que, quando este processo das viagens foi despoletado e virou notícia por causa da recepção do subsídio de mobilidade - não as viagens propriamente ditas - se colocou à margem dos factos alegado que nunca havia recebido nada por achar que não tinha direito.
Penso que Rubina Berardo quando pretendeu afirmar publicamente que era diferente expôs-se demasiado, sobretudo perante os seus pares, pelo que era inevitável que qualquer situação menos clara fosse aproveitada logo que a oportunidade surgisse.
Nessas declarações da deputada ficou a ideia de que não viajava muito à Madeira (por onde foi eleita), aspecto que também foi imediatamente aproveitado, particularmente nas redes sociais, para críticas e outras considerações.
Neste caso concreto, parece-me que esta notícia, a confirmar-se, foi claramente "soprada" para que a deputada não ficasse de fora a assistir à polémica em torno do tema do subsídio de mobilidade mas fosse ela própria também protagonista.
São muitos anos a acompanhar isto, concretamente 44 anos, os suficientes para que eu seja proibido de admitir sequer que tudo isto aconteceu por acaso (LFM)
sábado, abril 21, 2018
A democracia e os direitos humanos deterioraram-se dramaticamente na Venezuela
A Democracia e os Direitos Humanos deterioraram-se dramaticamente na Venezuela, onde as forças de segurança e os "coletivos" (motociclistas armados afetos ao regime) protagonizaram assassinatos, refere o relatório anual publicado hoje pelo Departamento de Estado dos EUA. “A governação democrática e os Direitos Humanos deterioraram-se dramaticamente como resultado de uma campanha do Governo de Nicolás Maduro, para consolidar o seu poder”, refere o documento. O documento explica que a Venezuela é uma República multipartidária, mas desde há mais de uma década que o poder político se concentrou num único partido, com um executivo cada vez mais autoritário que controla os poderes legislativo, judicial, dos cidadãos e eleitoral.
Ex-diretor da PDVSA declara-se culpado em processo de corrupção e lavagem de dinheiro
O ex-diretor geral da empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA) deu-se como
culpado da acusação de lavagem de dinheiro e corrupção. Cesar Rincon foi detido
o ano passado em Espanha e extraditado para os Estados Unidos, onde está a ser
julgado. O cidadão venezuelano faz parte de um grupo de cinco altos
funcionários acusados de corrupção nos Estados Unidos em fevereiro. O caso
emergiu em 2015, depois de uma investigação sobre subornos no valor de mil
milhões de dólares pagos aos cinco empresários com ligações à petrolífera
venezuelana. De acordo com a acusação, os cinco funcionários exigiam e recebiam
subornos de empresas de energia norte-americanas em troca de contratos com a
petrolífera estatal da Venezuela (Lusa)
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