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domingo, agosto 16, 2020

Estudo internacional: Políticos nas empresas são mais bem vistos em países com maior corrupção

Quanto maior é a corrupção num país e mais regulada a indústria, mais os investidores veem com bons olhos a nomeação de políticos para as empresas, porque antecipam benefícios, segundo um estudo internacional da Universidade Católica. Na investigação do professor Omar El Nayal, feita em co-autoria com Hans van Oosterhout e Marc van Essen, foram relacionadas mais de 12 mil nomeações de detentores de cargos políticos para quadros empresariais entre 2001 e 2010, em 14 países: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e os Estados Unidos da América. Uma das conclusões da investigação é que a nomeação de políticos para os quadros das empresas é geralmente bem recebida “em firmas que operam em indústrias altamente reguladas”, como as dos mercados da “energia, telecomunicações, finanças ou farmacêutica”, disse em declarações à Lusa o investigador e professor da Católica Lisbon School of Business and Economics.

domingo, agosto 09, 2020

Política: Direita obrigada a repensar alianças

Rui Rio abriu a discussão no PSD sobre a política de alianças e já há quem defenda abertamente entendimentos com o Chega. CDS aproveita para se distanciar de André Ventura. O aparecimento e o crescimento de fenómenos como o Chega ou a Iniciativa Liberal estão a baralhar as contas à direita. Até agora, o PSD, quando vencia eleições mas não tinha maioria absoluta, governava em coligação com o CDS (foi assim na AD de Sá Carneiro, Freitas do Amaral, Amaro da Costa e Ribeiro Telles; também na de Durão Barroso e Paulo Portas, que se prolongou por mais uns meses com Santana Lopes na liderança do partido e do Governo; e finalmente com a coligação fechada entre Passos Coelho e Portas). Mas a fragilidade dos centristas e o crescimento de novas forças políticas obriga a direita a repensar a política de alianças. Foi com estes dados em cima da mesa que Rui Rio, nas últimas semanas, resolveu não fechar a porta a um entendimento com o Chega "mais moderado". Que foi o suficiente para abrir uma discussão interna, e não só, sobre se a direita deve integrar um partido como o Chega numa coligação de Governo.

Deputados faltosos

fonte: Jornal de Notícias

sábado, agosto 01, 2020

Quatro em cada 10 deputados foram eleitos pelo menos três vezes


Conclusão é de um estudo de pós-doutoramento sobre o sistema político português, que refere que quase 1.500 deputados permaneceram no lugar durante 12 anos. Quatro em cada 10 deputados à Assembleia da República (AR) foram eleitos, pelo menos, para três mandatos entre 1976 e 2019, concluiu uma tese de pós-doutoramento realizada na Universidade da Beira Interior (UBI). Jorge Fraqueiro, autor do estudo de pós-doutoramento "O Sistema Político Português - Renovação ou Estagnação do Deputados à Assembleia da República (1976-2019)", concluiu ainda que, "dos cerca de 3.600 lugares ocupados ao longo dos 44 anos, quase 1.500 permaneceram no lugar durante 12 anos". "Apesar da considerável inclusão de novos nomes nas últimas duas eleições legislativas (2015 e 2019), os níveis de estagnação em Portugal, no Parlamento, continuam, em termos médios gerais, bastante elevados", sublinha o investigador e cientista político. Jorge Fraqueiro, ex-jornalista, tinha já revelado dados sobre a estagnação dos atores políticos em Portugal, na sua tese de doutoramento defendida em 2014, tendo agora procedido à sua atualização no pós-doutoramento.

terça-feira, julho 14, 2020

Absentismo parlamentar: PS e Bloco são quem mais falta

Tirando o PCP e o PEV, a esquerda fica tremida na fotografia do absentismo parlamentar nesta primeira sessão legislativa da XIV legislatura, agora prestes a terminar (o último plenário está marcado para o próximo dia 23). Contas feitas pelo DN, revelam que, com 75 sessões plenárias realizadas desde que a legislatura se iniciou (outubro de 2019), o PS, sendo o maior partido parlamentar (108 deputados), é também o partido mais faltoso, fazendo-se a média das faltas por deputado. Ao todo, os deputados socialistas faltaram 939 vezes (soma de faltas justificadas com faltas injustificadas, que são aliás pouquíssimas), o que dá uma média de 8,6 faltas por deputado. Ora, o segundo partido mais faltoso, nesta média, é o Bloco de Esquerda, com 6,8 faltas por deputado (o grupo parlamentar bloquista tem 19 deputados ao todo). E o terceiro é o PAN (contas feitas a quatro deputados dado que a dissidência de Cristina Rodrigues ocorreu há muito pouco tempo), com uma média de 5,8 faltas.

Quem cospe para o ar....


sábado, julho 11, 2020

PS admite viabilizar projeto de financiamento eleitoral do PSD. Rio quer libertar partidos de dívidas não aprovadas pela sede

Líder do PSD defende responsabilização de quem faz dívida em nome do partido sem autorização da sede nacional, situação que em campanhas autárquicas tem gerado “milhões de euros de passivo” e condenações em tribunal. Se há quem contraia dívidas em nome do PSD é um problema do PSD, contrapõe ex-presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. O Parlamento debate, esta sexta-feira, seis projetos de lei de para alterar o regime do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. O grupo parlamentar, que não apresenta diploma, admite viabilizar o diploma do PSD, que propõe, entre outras medidas, por fim à responsabilização dos partidos políticos por despesas de campanha realizadas sem autorização a nível central.
Esta posição foi transmitida à Lusa pelo deputado socialista Jorge Lacão, adiantando que o PS votará contra os projetos do PCP, CDS-PP, PAN, Iniciativa Liberal e Bloco de Esquerda. Para o antigo ministro socialista, o projeto do PSD de alteração à lei de financiamento dos partidos e das campanhas centra-se numa “questão de clarificação das responsabilidades de gestão por parte dos mandatários financeiros das campanhas eleitorais” nas autárquicas.

Líder do Chega da Madeira lamenta que André Ventura “se rodeie de hooligans”. Ventura propõe expulsão do crítico: “Não tolero bandalheira”

Miguel Tristão Teixeira publicou no Facebook uma carta aberta a Ventura a chamar a atenção para a vergonhosa campanha eleitoral do partido no Porto, protagonizada por José Lourenço, eleito presidente da distrital. Líder do Chega da Madeira diz que os princípios do Chega estão feridos de morte e que André Ventura arrisca ficar rodeado de “lambe-botas”. André Ventura decidiu propor internamente, esta quarta-feira, a “suspensão imediata, com vista à expulsão”, do líder do Chega da Madeira. Na missiva, a que o Expresso teve acesso, Ventura avisa que “uma coisa é democracia interna, outra bandalheira, isso eu não vou tolerar”. A proposta do presidente do Chega para expulsar Miguel Tristão Teixeira é justificada “face à gravidade das declarações públicas” feitas pelo presidente “demissionário” do partido na Madeira, que alega colocarem “em causa o bom nome do partido”. Na origem da cisão está uma carta aberta que o presidente do Chega da Madeira dirigiu, esta terça-feira, a André Ventura, publicação em que criticava a “vergonhosa” campanha eleitoral da distrital do Porto, exortando-o a responder ao país e a todos os militantes se existe “conflito de interesses ou não na concelhia do Porto”. O visado no post de Miguel Tristão Teixeira é o vice do partido Diogo Pacheco Amorim, que o líder madeirense refere que lhe telefonou “a dizer que em seu nome pedia para não interferir” nas eleições do Porto.

domingo, julho 05, 2020

Marcelo à (re)conquista da direita

O Presidente da República convidou para almoçar este sábado, na Cidadela, em Cascais, opinion makers de direita, entre eles José Manuel Fernandes e Sebastião Bugalho, do “Observador”, no âmbito de uma série de contactos que decidiu fazer com individualidades desta área para ouvir o que os preocupa na análise ao país. Marcelo Rebelo de Sousa sabe que uma das maiores preocupações deste sector é o seu próprio desempenho na chefia do Estado, que é criticado por ser excessivamente refém do poder socialista. E a seis meses de voltar a ir a votos — a recandidatura não está confirmada e nunca será anunciada antes de novembro, mas a preparação está em marcha —, Marcelo reaproxima-se da sua família política, apostado em estancar uma eventual fuga de votos de tradicionais eleitores do PSD e do CDS, seja para a abstenção, seja para o Chega de André Ventura. Há uma semana, o Presidente promoveu um primeiro jantar, que incluiu militantes do PSD, entre eles Miguel Morgado, ex-deputado, ex-colaborador de Pedro Passos Coelho e fundador do movimento 5.7, que surgiu com o propósito de ajudar a federar a direita. Os dois grupos são pequenos — aquém do número máximo que as regras da covid permitem para ajuntamentos na Grande Lisboa, 10 pessoas. E a ideia é repetir e continuar um processo que Marcelo define como de auscultação dos vários sectores da sociedade portuguesa mas que tem a óbvia particularidade de apostar numa reaproximação à direita, cujos votos o Presidente espera não estarem irremediavelmente perdidos.