domingo, março 28, 2021
Uma em cada quatro famílias perdeu “grande parte” dos rendimentos em 2020
Cerca de um quarto
das famílias portuguesas perdeu «grande parte» dos seus rendimentos em 2020,
sobretudo devido à crise de saúde pública da Covid-19, que para muitos se
tornou também uma crise financeira e social. A conclusão é de um estudo da Deco
Proteste.
O Barómetro «um
país desigual e em dificuldade» mostra que «uma em quatro famílias perdeu
grande parte do rendimento em 2020 e vive tempos difíceis. Num ano surpreendido
pela pandemia, e a funcionar a meio gás, as desigualdades sociais tornaram-se
mais visíveis. Mesmo nas famílias mais estáveis, a previsão para 2021 é
cautelosa», revela a Deco.
«As desigualdades sociais estão patentes nos números. Se há famílias a viverem um certo desafogo financeiro, outras há que lutam para sobreviver, vítimas de um ano no qual muitos salários foram reduzidos», pode ler-se na mesma pesquisa.
quarta-feira, março 24, 2021
domingo, março 14, 2021
Governo reforça apoios, mas empresas asfixiam
Lay-off simplificado, programa Apoiar,
linhas de crédito com garantia pública, moratórias fiscais... É por aqui que
deve passar o guião do Governo para apoiar as empresas face ao prolongamento do
confinamento. Os patrões veem estas hipóteses com bons olhos, mas lembram que o
dinheiro tarda em chegar às empresas e que as medidas para reforçar a
capitalização continuam no papel. Aliás, o Fundo Monetário Internacional (FMI)
alerta que os apoios às empresas em Portugal e na Europa não evitam
insolvências, e os advogados avisam que pode aproximar-se uma onda de
falências.
Até ao fecho desta edição, o Governo
não apresentou oficialmente novas medidas, mas o Expresso sabe que o ministro
da Economia, Pedro Siza Vieira, reuniu-se na última semana com confederações patronais
e sinalizou o que está em cima da mesa. Sem detalhes nem compromissos fechados,
falou no alargamento do lay-off simplificado, recuperado em janeiro apenas para
empresas encerradas por imposição administrativa e que agora deverá
aproximar-se do modelo inicial — como pediam os patrões —, permitindo o acesso
a empresas por quebras de faturação. Outra possibilidade é prolongar os apoios
ao emprego, seja pelo lay-off ou pelo apoio à retoma, até setembro.
Apoios às empresas garantem liquidez,
mas não evitam falências, diz o Fundo Monetário Internacional
Acresce que esta semana, na concertação social, a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, manifestou disponibilidade para recuperar o incentivo à normalização da atividade para as empresas que forem saindo destes dois mecanismos de apoio, apurou o Expresso junto de fonte do Governo. Em 2020, este incentivo permitiu às empresas receber um ou dois salários mínimos, consoante a modalidade, por cada trabalhador que tivesse estado em lay-off.
sexta-feira, março 12, 2021
Queda da economia portuguesa agravou-se no início de março, indica o Banco de Portugal
Com o país em confinamento e à espera do plano
do Governo para começar a reabrir, tudo indica que o recuo da atividade
económica em Portugal se acentuou no início de março. É esse o sinal dado pelo
Indicador Diário de Atividade Económica (DEI), publicado pelo Banco de Portugal
(BdP), e cujos dados foram atualizados esta quinta-feira.
"Na primeira semana de março, o indicador
diário de atividade económica (DEI) apresentou uma queda homóloga mais
acentuada do que a observada na semana anterior", escreve o BdP, numa nota
publicada na sua página na Internet.
Segundo os dados do banco central, a média
móvel semanal deste indicador, na semana centrada em 4 de março, aponta para
uma contração homóloga de 10,2% da atividade económica. Isto quando a mesma
média móvel referente à semana centrada em 25 de fevereiro sinalizava um recuo
de 3,5% em termos homólogos. Mais ainda, é a primeira vez desde o início deste
segundo confinamento, em meados de janeiro, que a média semanal do DEI regista
uma queda a dois dígitos.
Mas, atenção. O Banco de Portugal revê, a cada semana, os valores passados da série do DEI, devido à inclusão de mais informação. Sinal disso, os valores deste indicador divulgados na última quinta-feira para a média móvel da semana centrada em 25 de fevereiro indicavam uma queda homóloga da atividade económica em Portugal de 6,3%. Contudo, nos novos valores, publicados esta quinta-feira, esse número foi revisto para uma contração de apenas 3,5%.
sexta-feira, março 05, 2021
Portugal vai “atravessar uma gravíssima crise”, diz presidente da Jerónimo Martins
O presidente da Jerónimo Martins afirmou, em entrevista à Lusa, estar “mais cético” relativamente à economia portuguesa, considerando que vai “atravessar uma gravíssima crise”, e que “não é claro” como o Plano de Recuperação e Resiliência “vai funcionar”. Questionado sobre se continua cético em relação à economia portuguesa por não crescer o suficiente, como afirmou em fevereiro de 2020, Pedro Soares dos Santos foi perentório: “Infelizmente estou mais cético, acho que vamos atravessar uma gravíssima crise”. E isso “vai ter impacto na nossa vida muito grande nos próximos anos”, estimou o presidente da Jerónimo Martins.
“Esta crise pandémica não vem ajudar e acho que essa bazuca também não vai ajudar, porque quando estes investimentos não são pensados ou estas ajudas não são vistas para criar riqueza para que realmente a gente consiga sair da situação que está, deixa-me bastante cético”, considerou o gestor, que lidera o grupo que detém a cadeia Pingo Doce.
quinta-feira, março 04, 2021
quarta-feira, março 03, 2021
sábado, fevereiro 27, 2021
Falências de empresas ainda vão aumentar
Ainda estamos no meio do
turbilhão. Não podemos fazer um balanço final das perdas para a economia porque
ainda se vão avolumar mais.” As palavras são de Miguel Cardoso Pinto, líder da
EY-Parthenon, o braço de estratégia da consultora EY. E aponta que, ao nível
dos encerramentos de empresas, por exemplo, “o cenário, daqui a alguns meses,
pode ser bem pior do que agora”. Afinal, num estudo recente do Banco de
Portugal, “42% das empresas de restauração disseram só ter capacidade para
sobreviver mais cinco meses”, lembra.
Com empresas e famílias ligadas, em muitos casos, ao ventilador — leia-se os apoios extraordinários criados pelo Governo para fazer face à crise associada à pandemia de covid-19 (ver caixa) —, o número de empresas a fechar portas em 2020 até ficou abaixo de 2019, indicam os dados da consultora Informa D&B. O recuo nos encerramentos foi de 24,7%, para as 13.424 empresas. Olhando apenas para as falências, registaram-se 2273 novos processos de insolvência, mais 3,5% do que em 2019, assinala a Informa D&B. E o sector em destaque pela negativa é o alojamento e restauração, com um aumento de 58%, para 293 novos casos. Ora, este é precisamente um dos sectores mais vergastados pela crise.
sexta-feira, fevereiro 26, 2021
Estudo: Portugueses estão pessimistas e adiam grandes decisões de vida e investimentos
Mais de três quartos dos
portugueses afirmam-se pessimistas quanto à evolução económica, pelo que
grandes decisões como mudar de emprego, casar, ter filhos, comprar casa ou
carro estão fora dos seus planos para 2021, revela hoje um estudo. Elaborado
pelo Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG – European Business
School) e pelo Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da
Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC), o estudo ‘Lifestyle e decisões
de investimento das famílias portuguesas em 2021’ procurou “compreender quais
as principais expectativas das famílias portuguesas para 2021, no adverso
contexto trazido pela covid-19” e demonstrou ainda que “o desconforto financeiro
foi agravado pela pandemia”.
Com 76,2% dos inquiridos
a admitirem estar pessimistas ou muito pessimistas acerca da evolução da
economia portuguesa, o trabalho mostrou que “este será um ano de estagnação no
que diz respeito às grandes mudanças de vida e investimentos”.
“Desde logo, uma mudança de emprego estará fora dos planos para 77,9% dos inquiridos e 84,7% indicaram mesmo que não estavam à procura de novo trabalho. Nas decisões familiares, casar não será opção para a maioria e ter filhos não acontecerá, em 2021, para 94,1% dos inquiridos que já os têm e para 89,8% dos que não têm filhos”, conclui. Valores semelhantes foram encontrados relativamente às decisões de investimento, como comprar casa ou carro: 82,8% dos inquiridos que não têm habitação permanente não procurarão comprá-la em 2021 e, entre os que já a têm, 91% não irão fazer nova compra, enquanto no que se refere ao automóvel, 85% revelaram não pretender fazer uma primeira compra em 2021 e 94,2% dos que já têm veículo próprio afirmaram não querer voltar a investir.
Estudo: Maioria dos portugueses não tenciona comprar carro ou casa este ano
Um estudo elaborado por investigadores do ISAG-European Business School e do Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC) mostra que 82,8% dos portugueses inquiridos que não têm habitação permanente não procurará comprá-la em 2021. Entre os que já a têm, 91% não tenciona fazer nova compra
O cenário é semelhante quanto ao possível investimento num carro: 85% não pretende fazer uma primeira compra em 2021 e 94,2% dos que já têm veículo próprio não quer voltar a investir este ano. Ainda assim, há algumas diferenças a apontar entre gerações. Os Baby Boomers (dos 61 aos 78 anos) estão disponíveis para gastar mais dinheiro tanto em investimentos financeiros (numa média superior a 61 mil euros) como na compra de carro (mais de 39 mil euros). No que à casa diz respeito, a Geração X (dos 40 aos 60 anos) destaca-se como aquela que pretende gastar mais, com um investimento médio de mais de 482 mil euros. No geral, o estudo “Lifestyle e decisões de investimento das famílias portuguesas em 2021” mostra que a pandemia veio abrandar ou mesmo travar as decisões e grandes investimentos dos portugueses para este ano.
19,6% dos inquiridos admite que a sua situação financeira é desconfortável ou muito desconfortável, o que compara com os 7,3% que dizia o mesmo antes da pandemia. Verifica-se também uma quebra de 66,6% para 52% no número de inquiridos que se dizem confortáveis ou muito confortáveis. Além da questão financeira, surgem ainda preocupações com a crise sanitária. Para mais de 85% dos inquiridos, a Covid-19 é vista como uma doença perigosa e com graves consequências para a saúde (Executive Digest, texto da jornalista Filipa Almeida)
quarta-feira, fevereiro 24, 2021
terça-feira, fevereiro 23, 2021
Portugal tem a maior contração do PIB este trimestre
domingo, fevereiro 21, 2021
quinta-feira, fevereiro 04, 2021
Economia portuguesa é das que mais resiste na Europa ao arrefecimento no quarto trimestre
Crescimento de 0,4% no quarto trimestre face aos três meses anteriores é dos mais altos na União Europeia, indicam os dados do Eurostat. Mas, na comparação com o mesmo período de 2019, Portugal tem das maiores quedas entre os parceiros europeus. Depois da recuperação económica durante o Verão, um pouco por toda a Europa - e que em Portugal foi das mais fortes entre os parceiros europeus - o quarto trimestre de 2020 ficou marcado por novo arrefecimento da atividade económica. Foi o preço a pagar pelas medidas mais restritivas para conter a pandemia, na sequência do agravamento da situação sanitária com a chegada do Outono. Nos últimos três meses do ano passado a atividade económica na União Europeia (UE) recuou 0,5% face aos três meses anteriores, com a queda a chegar aos 0,7% na zona euro, segundo a primeira estimativa publicada esta terça-feira pelo Eurostat.




