Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 18, 2008

Crédito malparado vai continuar a aumentar...

Foi hoje revelado que "o crédito mal parado na banca portuguesa deve continuar a aumentar no futuro, de acordo com o Boletim Económico de Outono do Banco de Portugal. "O incumprimento tenderá a elevar-se, especialmente nos estratos mais vulneráveis das famílias, como sejam as de rendimento mais baixo e as mais jovens", refere o banco central. É nesses estratos que se encontram as taxas de esforço mais elevadas, nota ainda o banco central, sublinhando, contudo, que essas taxas são de "níveis moderados". Por isso, conclui a instituição liderada por Vítor Constâncio, os riscos para a estabilidade do sistema financeiro associados à dívida destas famílias serão "limitados". Em Setembro, o rácio de incumprimento encontrava-se nos 2,14 por cento dos créditos concedidos, valor que compara com os 1,73 por cento verificados em Dezembro. A justificar esta expectativa de subida do crédito malparado está o agravamento das condições de financiamentos dos bancos portugueses junto de outras instituições, com a subida dos custos dos empréstimos e a maior restritividade na aprovação dos créditos".
***
Créditos à habitação caíram para metade
Também segundo o DN de Lisboa, "os empréstimos bancários à habitação caíram, em Agosto deste ano, 50% em relação ao mesmo mês do ano passado e é necessário recuar até Maio de 2003, ano em que o país esteve em recessão económica, para "descobrir" um menor volume de empréstimos.A produção de empréstimos hipotecários em Agosto último atingiu apenas os 899 milhões de euros, quando em 2007 (no mesmo mês) atingiu os 1,795 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. Entre Julho e Agosto deste ano, os empréstimos para a compra da casa recuaram 25,4%. Desde Dezembro do ano passado que a tendência é clara os portugueses estão a contratar menos empréstimos à habitação, reflexo, porventura, do aumento das taxas de juro, do elevado endividamento, deterioração do poder de compra e da menor procura de habitação".

quarta-feira, novembro 12, 2008

Constâncio recusa demitir-se mas não assume erros

Diz a SIC que "o governador do Banco de Portugal recusa demitir-se na sequência das irregularidades encontradas no Banco Português de Negócios (BPN), por considerar que não houve falha na supervisão. Vítor Constâncio esteve até às 3h00 no Parlamento a responder às perguntas dos deputados.O governador do Banco de Portugal considera normal surgirem fraudes num sistema de livre iniciativa e garante estar de consciência tranquila."Nada me pesa na consciência em termos de ter cometido qualquer acto para ter contribuído para esta situação", afirmou Vítor Constâncio no Parlamento, onde foi explicar aos deputados as irregularidades no BPN que levaram à nacionalização do banco. "Não colho a sugestão de me demitir", respondeu Constâncio ao líder do CDS-PP, Paulo Portas, que tinha pedido a demissão do governador do Banco de Portugal. Segundo o governador, apenas em 2007 "apareceu pela primeira vez uma referência ao Banco Insular numa análise a um dossier de crédito".
Entretanto o PSD não compreende como é que as irregularidades não foram detectadas. O deputado Hugo Velosa do PSD não compreende como foi possível não detectar as irregularidades (aqui)

terça-feira, outubro 21, 2008

Portugal entre os países com maior desigualdade entre ricos e pobres

Sobre este tema recomendo a leitura deste texto do Diário Económico: "Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) mostra que Portugal é um dos países com maiores desigualdades na distribuição de rendimentos pelos cidadãos, em paralelo com os Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e do México.No seu relatório 'Crescimento e Desigualdades' divulgado hoje, citado pela Lusa, a OCDE afirma que "o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção de Espanha, França e Irlanda, e traduziram-se num aumento da pobreza infantil."Os autores deste estudo colocaram a Dinamarca e a Suécia à frente dos países mais justos, com um coeficiente de 0,32, e o México a liderar a tabela dos mais injustos (0,47), seguido da Turquia (0,42) e de Portugal e dos Estados Unidos (ambos com 0,23)."Em três quartos dos 30 países da OCDE, as desigualdades de rendimentos e o número de pobres aumentaram durante as duas últimas décadas", refere o documento.No entanto, houve alguns países que registaram melhores resultados do que outros. Nos últimos oito anos, por exemplo, o fosso entre ricos e pobres aumentou sensivelmente no Canadá, Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Itália e na Finlândia, mas diminuiu no México, Grécia, Austrália e no Reino Unido.A OCDE explica que nos países onde as diferenças sociais são mais importantes, o risco de pobreza é maior e a mobilidade social mais baixa".

quinta-feira, outubro 09, 2008

Postos de combustíveis terão de colocar os preços na Internet

O Secretário de Estado da Energia considera que a obrigatoriedade de colocar na Internet os preços dos combustíveis vai ajudar o processo de concorrência no sector. Os consumidores vão dispor de informação útil para escolher o local onde se vão abastecer (veja aqui o video com a notícia da RTP)

terça-feira, outubro 07, 2008

Constâncio acalma...

Escreve o jornalista do Publico, Sérgio Aníbal que Vítor Constâncio "garantiu hoje a solidez do sistema financeiro nacional e antecipou que Portugal conseguirá crescer em 2009 a um ritmo semelhante ao da média europeia. “Certamente que em 2009 não iremos crescer a taxas diferentes das da área do euro”, disse o governador do Banco de Portugal no 18º Encontro de Lisboa com as delegações dos PALOP e Timor-Leste à Assembleia Anual do FMI/Banco Mundial, que decorre no Centro Cultural de Belém.O governador lembrou ainda que Portugal “beneficia de um sistema financeiro moderno e robusto, o que é um trunfo”, assinando que o ministro das Finanças “deu uma garantia clara aos portugueses dos seus depósitos”.Constâncio repetiu ainda que a “exposição directa e indirecta da banca portuguesa ao ‘subprime’ é reduzida e que as práticas de titularização estão abaixo da média internacional”.

terça-feira, setembro 30, 2008

Quando falo em moralidade, falo nisto...

Segundo o Jornal de Negócios, num texto da jornalista Maria João Soares intitulado "Portugal tem o sétimo preço da gasolina mais elevado da UE a 27", o preço da gasolina sem chumbo 95 praticado em Portugal no segundo trimestre deste ano, "foi o sétimo mais elevado entre os 27 Estados da União Europeia tendo registado um aumento de 5,2% face ao trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados hoje pela Autoridade da Concorrência. O preço médio de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 tem vindo a aumentar desde Novembro de 2007. No segundo trimestre deste ano, o PMVP da gasolina aumentou 8%, face ao mesmo período de 2007 e 5,2% face ao trimestre anterior. No segundo trimestre deste ano, o preço da gasolina praticado em Portugal, 1,455 euros por litro, foi superior em 4,2% à média da União Europeia situando-se no sétimo lugar sendo superado pela Holanda, Bélgica, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Itália. Em relação ao gasóleo, os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência mostram que o preço médio de venda ao público aumentou 27,7%, face ao trimestre homólogo e 11,6% face ao trimestre anterior. O preço médio de venda ao público do gasóleo apresenta uma tendência de crescimento desde há mais de 12 meses. Durante o primeiro semestre de 2008 o facto de o preço antes de impostos ter crescido mais acentuadamente do que o da gasolina 95 fez com que o diferencial entre o PMVP dos dois combustíveis se reduzisse, tendo atingindo um mínimo de 9 cêntimos/litro no final do semestre. Em média durante o segundo trimestre de 2008, em Portugal, o PMVP do gasóleo, 1,349 euros por litro, mantinha-se 1,7% abaixo da média da UE, sendo o décimo mais elevado, superado pelo Reino Unido, Suécia, Itália, Alemanha, Dinamarca, Holanda, França, Eslováquia e República Checa".

sexta-feira, setembro 26, 2008

Cada português pagou, em média, 235,12 euros em impostos municipais

Diz o Sol que "cada português pagou, em média, 235,12 euros no ano passado em impostos municipais, o que representa um aumento de 25,9 por cento em relação à cobrança de 186,81 euros conseguida no ano anterior. Dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais, a que a Lusa teve acesso, indicam que este aumento significativo resulta da subida do IMI e do IMT recolhidos, cuja receita cresceu 32 por cento e 33 por cento, respectivamente, entre 2006 e 2007. Além disso, no ano passado, a derrama também melhorou bastante, já que depende da cobrança de IRC, cuja receita cresceu 31,2 por cento. «As 308 câmaras municipais recolhem junto da população cinco impostos: o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT), o Imposto Único de Circulação, a derrama, recebendo ainda 5 por cento da receita de IRS. O concelho de Vila do Bispo, no distrito de Faro, é o mais rico. Esta autarquia recolheu 1117,35 euros (por cada habitante), mais 105,1 por cento que em 2006. Já o município de Cinfães, em Viseu, é o mais pobre. Cada habitante deste concelho pagou 48,38 euros em impostos locais".

quinta-feira, setembro 25, 2008

Portugal: custos das novas estradas disparam mais de 50%!

Olha-me esta. Diz o Diário Económico num texto do jornalista Nuno Miguel Silva, que "o Governo diz que as 10 novas estradas vão custar 3,9 mil milhões. Para os privados, o valor é irrealista. Seis a dez mil milhões de euros é o que o Estado deverá ter de pagar pelo programa de 10 novas concessões rodoviárias lançado pelo actual Governo, segundo as estimativas dos responsáveis dos diversos agrupamentos participantes nestes concursos. Contactados pelo Diário Económico, os grupos privados na corrida à construção e exploração destas novas estradas e auto-estradas com portagem consideram “totalmente irrealista” o valor de 3,9 mil milhões de euros, referência de investimento apresentada pelo Governo e pela Estradas de Portugal (EP) para este conjunto de concessões.A confirmar-se esta estimativa dos consórcios privados, a factura a pagar pelo Estado por este programa de novas acessibilidades rodoviárias será superior 50% a 150% face ao inicialmente estimado. Para já, estas previsões estão a confirmar-se, por exemplo na concessão da Douro Interior, onde entre o valor de referência de 520 milhões de euros indicados pela EP e os melhores preços apresentados pelos consórcios finalistas (a chamada BAFO, ou Best and Final Offer), já existe um desvio 37% a 43% superior – respectivamente. O consórcio liderado pela Soares da Costa propõe 742,3 milhões de euros e a Mota-Engil 762,4 milhões.Num documento de apresentação do plano de investimentos da Brisa, na apresentação de resultados do primeiro semestre de 2008, a concessionária do grupo José de Mello aponta no mesmo sentido. Em relação às seis concessões a que a empresa tinha a altura decidido concorrer, a Brisa calculava que os investimentos a efectuar seriam 62% superiores aos estimados pela EP. Enquanto a empresa calcula que estas seis concessões exigiriam um investimento de 2,4 mil milhões de euros, a Brisa estima que serão necessários 3,89 mil milhões de euros. Contactado, o Ministério das Obras Públicas optou por não comentar". Não. Deve ser mentira. Estas coisas só acontecem, na Madeira....

segunda-feira, setembro 22, 2008

Crédito malparado sobe 3% num mês e atinge novo recorde

O que é que estavam à espera? Segundo o Jornal de Negócios, num texto do jornalista Nuno Carregueiro, ficamos a saber que "o crédito malparado junto das famílias portuguesas continua a aumentar para valores recorde. Em Julho atingiu 2,73 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 3,2% face ao mês anterior e corresponde a um peso de 2,1% sobre o total do crédito concedido. No espaço de um ano o aumento do incumprimento é já de 24%.Dados do Banco de Portugal, hoje revelados, indicam que o crédito total concedido pela banca aos particulares, atingiu 133,179 mil milhões de euros em Julho passado, mais 0,5% que no mês anterior e 9,7% do que em Julho de 2007. Deste total, 2,734 mil milhões de euros é crédito em incumprimento. Ou seja, o peso do malparado no crédito total é de 2,1%, o que representa um aumento face aos 2% verificados em Junho e 1,8% em Julho de 2007.Este dados mostram que apesar de os portugueses continuarem a pedir mais crédito, estão a aumentar os níveis de incumprimento a um ritmo superior.O crédito de cobrança duvidosa, no valor de 2,73 mil milhões de euros, aumentou 24,22% face a Julho do ano passado, espelhando as dificuldades das famílias em cumprirem as prestações do crédito, numa altura em que a crise se intensifica, sobretudo o aumento das taxas de juro".